domingo, 4 de abril de 2010
sábado, 3 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
YouTube - NuSoulCity - White Chocolate pt. 2
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Não sei se é bom, mas parece bonitinho. Encontrei no YouTube procurando wojsç, que eu digitei aleatoriamente.
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sábado, 27 de março de 2010
Retirado deste site:
http://www.webartigos.com/articles/32066/1/O-professor-de-Geografia-e-o-Aquecimento-Global/pagina1.html
O professor de Geografia e o Aquecimento Global.
O ensino de geografia em nossas escolas e a problemática do aquecimento global antropogênico.
Resumo
Devemos cuidar e preservar do planeta de uma forma inteligente. A preservação e a educação ambiental devem estar presentes em nosso cotidiano. O que quero com este texto não é tirar do homem a sua responsabilidade para com meio ambiente e sim não jogar ou julgar o homem pelos problemas que ele não provoca.
O debate sobre o aquecimento Global antropogênico deve ser feito em sala de aula, pois, a geografia se faz nas escolas de ensino fundamental e médio espalhadas pelo Brasil e não por meia dúzia de pseudo especialistas em ensino de Geografia enclausurados dentro dos muros das universidades.
Palavras chave: Aquecimento Global Antropogênico, ensino, Geografia.
Se dizem que o clima está mudando?
Sim. Está mudando.
O Aquecimento Global está inserido dentro dos conteúdos de ensino Geografia em todos os seus níveis. Do ensino fundamental ao médio chegando ao nível superior.
Dentro de uma universidade o debate, as discussões sobre o tema podem gerar grandes trabalhos, porém, para crianças e adolescentes em nossas escolas, o tema está presente em livros, apostilas ou em quase todo material didático-pedagógico como uma verdade absoluta: O aquecimento Global antropogênico existe e está destruindo e prejudicando nosso planeta.
Segundo livros espalhados pelo Brasil (e no mundo também, mas vamos ficar em nossa escala) o aquecimento global é uma verdade inquestionável e conseqüentemente é provocado pelas ações humanas, tendo como grande inimigo o CO2(gás Carbônico) que acelera o chamado Efeito estufa.
E como professor de Geografia vejo que esse quadro deve ser alterado rapidamente, ampliando o debate e principalmente se qualificando profissionalmente, não servindo apenas de passador de conteúdos pré-estabelecidos.
Opinião compartilhada pelo Prof. Luiz Carlos Morion, Prof. PhD do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal de Alagoas:
O que me preocupa é que temas como "o homem destrói a camada de ozônio",
o "homem está aquecendo o planeta", "CO2 é poluente", já estão nos livros do
ensino fundamental.
Na minha opinião, somente deveriam fazer parte desses livros os temas já
comprovados cientificamente. Isso não é educação, é "lavagem cerebral"!
Qual será a credibilidade desses futuros cidadãos na Ciência e no
Ensino quanto daqui a 15, 20 anos perceberem que foram enganados? Esses temas
tornam-se problemas sérios, pois os professores não tem capacidade ou
argumentos para refutarem o que está nos livros e apenas os transmitem sem
críticas. (1)
A maioria das publicações trazem as verdades impostas pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre mudanças climáticas), órgão ligado a ONU, como uma bíblia dos tempos modernos. Pois este órgão possui os 2.500 melhores cientistas do mundo em seus quadros. O que passa muito longe de ser verdade, pois, uma parcela desses 2.500 cientistas não possuem esta atribuição.
O IPCC não representa uma iniciativa cientifica, mas uma agenda política predeterminada para justificar os interesses estabelecidos em torno do “aquecimentismo.” (2)
Vê-se claramente que o objetivo dos relatórios do IPCC não é um entendimento sistêmico da dinâmica climática, mas uma avaliação das mudanças climáticas induzidas pelo homem.
Conforme o Prof. Paul Reiter (IPCC e Pasteur institut, Paris), “... Esta afirmação de que o IPCC é a organização mundial com os melhores 1.500 ou 2.500 cientistas... olhem as bibliografias dos indivíduos, simplesmente é falso. Há um bom números de não cientistas.”
“Aquelas pessoas que são especialistas, mas não concordam com a polemica e desistem (e há vários que eu conheço ((ele próprio) simplesmente os põem na lista de autores s se convertem em parte desses 2.500 melhores cientistas do mundo.” (3)
Estas posições chanceladas como verdadeiras pelos livros didáticos são conseqüência dos efeitos nefastos de uma ideologia ambientalista com argumentos cientificamente insustentáveis, criada para servir os propósitos de grupos hegemônicos, ou em outras palavras o ambientalismo político, em alguns casos, ecofascistas.
Parecer semelhante tem Patrick Moore, co-fundador do Greenpeace, que abandonou esta ONG quando começaram a tomar medidas extremas como a campanha para proibir o CLORO em todo o mundo.
Segundo Moore o extremismo ambiental emergiu com o colapso do comunismo que se transformaram em comunistas ativistas, configurando um neo marxismo. Usando o tema ecológico tendo como inimigo o Capitalismo em ações antiglobalização.
Ambientalistas que ficaram à margem de um processo histórico com a dissolução do comunismo no leste Europeu e se agarraram com unhas e dentes na causa ambiental para sustentar sua raiva anticapitalista.
“Nem sequer gosto de chamá-lo de movimento ambiental, nunca mais, por que realmente é um movimento influente a nível global.”
“O movimento ambiental tem se evoluído na maior força que existe... para evitar o desenvolvimento dos países em desenvolvimento.” afirma Moore (4)
Sobre a estagnação do desenvolvimento de países pobres, será que as mudanças climáticas num futuro seriam um problema ainda maior para a África, em vista do retrato de total descaso global para com sua população atual?
O Economista e escritor Queniano James Shikwati (Diretor do Inter Region. Economic Network que promove a liberdade de comércio como a solução para a condução da pobreza na áfrica.) diz:
“Uma coisa clara que emerge de todo o debate ambiental, é o fato de que estão tentando matar o sonho africano. E o sonho africano é o de se desenvolver.” (5)
O continente Africano possui petróleo, gás natural e carvão mineral suficientes para melhorar as condições econômicas e sociais de países pobres e conseqüentemente de sua população, porém, a opinião pública mundial, vide ambientalistas, quer que estes fiquem na condição de miséria atual, pois dessa forma estaríamos preservando o planeta para as futuras gerações.
E a vida da população atual? Preservar pro futuro e esquecer o presente, esta é a proposta?
Você ficaria sem energia elétrica em sua casa ou trabalho? Você se imagina sem água potável saindo de sua torneira? E as condições mínimas de saneamento básico? Apelaria para o transporte público deixando o conforto de seu automóvel?
Pois em grande parte do continente africano essas “regalias” da sociedade moderna são completamente negadas.
Se nossa matriz energética são as usinas hidrelétricas, que erradamente são chamadas de energia limpa, que culpa a população da África tem em não ter os mesmos benefícios com outro tipo de geração de energia.
Os EUA e países europeus mantém sua geração de energia por meio de queima de carão, óleo pesados e energia nuclear.
Por que negar condições minimamente humanas à África?
Outro ponto é a forma como estes ativistas impõem suas verdades. Ignorando dados científicos e colocando sob suspeita qualquer um que se coloque contra o Aquecimento global.
O escritor e ex-editor da News Scientist Nigel Calder confirma tal procedimento:
“Eu já vi e escutei ataques de fúria a qualquer um que possa discordar deles, o que não é correto cientificamente.” Todo o negócio do Aquecimento Global se converteu em quase uma religião e as pessoas que discordam as chamam de hereges. Eu sou um herege. ”(6)
O impressionante é que a mídia de uma forma geral aprova esta mentira do aquecimento global antropogênico, fazendo com que as imagens vinculadas ao redor do mundo sejam sempre as mesmas: Blocos gigantescos de icebergs se desprendendo e caindo ao mar, ursos polares tentando escapar de pequenos pedaços de gelo, e outras imagens que sequer estão relacionadas ao clima, porém, são embutidas como problemas climáticos, como terremotos e atividades vulcânicas.
Sobre o degelo nos pólos:
Segundo o Prof. Syun –Ichi Akasofu, diretor fundador do International Artic Research Center da Universidade Fairbanks do Alaska (UAF) , no Ártico as calotas se retraem e expandem normalmente e no Alasca a imagem do gelo caindo nas bordas é um fenômeno comum na primavera.(7)
A Groenlândia que possui cerca de 7% do gelo do planeta Terra, já teve condições climáticas com temperaturas mais elevadas que as atuais. Durante o Período Quente Medieval (PQM, ocorreu entre os séculos X e XII), quando os Vikings ali desembarcaram, estabelecendo colônias e a batizaram com um nome bem sugestivo: Terra Verde. (8)
Vejo que normalmente as denominações de lugares descobertos são dadas pelo que é visto, ou seja, um retrato da paisagem local. Se houve um período em que o que hoje conhecemos como Groenlândia, coberta de gelo, foi verde nos faz visualizar um outro aspecto climático.
No outro lado do mundo, na Antártida, o glaciólogo Jeferson Simões, professor da UFRS e Integrante do IPCC responde:
O gelo da Antártida está realmente derretendo em razão do aquecimento global?
Não. Cada vez que é divulgada uma noticia sobre o impacto do aquecimento global nas regiões polares há uma grande confusão na mídia. Os jornalistas esquecem que a Antártida é um continente onde ocorrem climas diferentes em regiões separadas por milhares de quilômetros. O manto de gelo que cobre 99,6% de sua área tem uma espessura média de quase 2 mil metros e máxima de 4.776m. E a maior parte não está em fusão, muito pelo contrário: a temperatura varia entre 25°C e -35°C, e outra porção considerável está a está a -70°C! (9)
Simões também critica a postura catastrofista e muitas vezes sensacionalista em relação às mudanças ambientais globais.
“Mudanças no clima sempre ocorreram. Não há motivo para pânico. (10)
Será que realmente precisamos de uma campanha tão grande contra o aquecimento global antropogênico?
Será que o CO2 realmente é o principal vilão nesta história toda?
O CO2 e o Aquecimento Global Antropogênico
Outro engano se faz em relação ao CO2 (gás carbônico), tornado-o o principal responsável dentre os gases do Efeito Estufa e conseqüentemente do tão famigerado Aquecimento global antropogênico.
Em 2007 , quando o IPCC apresentou seu Quarto Relatório de Avaliação (AR4) , salientou que (em português claro): Existe um consenso científico elevado em que o CO2 é o principal elemento incorporado à atmosfera que a faz aumentar sua temperatura e que sua origem é basicamente humana. Ou seja, acharam o inimigo. (11)
Para muitos (a maioria) isto basta para ser a verdade absoluta. Cientificamente falando, está bem longe da realidade.
O clima do planeta Terra constitui um sistema dinâmico extremamente complexo, cujos fatores causais interagem por meio de múltiplos mecanismos. Em face de semelhante complexidade, chega a ser risível conceder ao CO2 o papel de protagonista principal de sistema climático. (12)
Resumindo: O CO2 não é poluente! O CO2 é o Gás da vida! Os Vegetais retiram CO2 no processo de fotossíntese! Quanto mais CO2 mais produtividade agrícola! O CO2 não controla o clima!
As exclamações são necessárias neste momento.
No Brasil, principalmente nos grandes centros urbanos, o grande problema não é CO2 e sim o enxofre, oriundo de uma gasolina de péssima qualidade, mesmo com tanta propaganda da Petrobras.
No mundo, em escala planetária, os vulcões produzem mais CO2 a cada ano que todas as fábricas, carros e aviões e outras fontes de CO2 humanas juntas.
A grande discussão em torno do dogma do CO2 é a contribuição humana no incremento de sua concentração atmosférica. Pois bem, em 2007. A National Geographic News noticiou sobre o derretimento de calotas polares e o aumento de concentração de dióxido de carbono.
Grande notícia para os Ambientalistas de plantão.
A diferença é que a matéria tratava de Marte!
O chefe da pesquisa espacial do observatório astronômico Pulkovo, na Rússia, Habillo Abdussamatov, disse que os dados de Marte são a prova de que as mudanças climáticas globais da Terra estão sendo causadas por alterações no Sol. Pelo menos não há indícios ainda de queima de combustíveis fósseis por parte dos marcianos. (13)
O dióxido de carbono é responsável por 3,6% do Efeito Estufa e, desses, 3,5% são naturais, ou seja, apenas 0,1% é responsabilidade nossa. (14)
Outro ponto de debate entre os “aquecimentistas” vem do final da década de 1970, com o CFC sendo o grande culpado pelo Buraco na Camada de Ozônio.
A verdade é que não há evidências científicas de que a camada de ozônio na estratosfera esteja sendo destruída pelos compostos de clorofluorcarbono (CFCs),
Por que acabaram com o CFC?
Segundo o Prof. Molion, o que ocorreu foi que, como os CFCs se tornaram de domínio público e já não podiam ser cobrados direitos de propriedade ("royalties") sobre sua fabricação, as indústrias, que controlam a produção dos substitutos (ICI, Du Pont, Atochem, Hoechst, Allied Chemicals), convenceram "certos" governos de países de primeiro mundo (começou com Sra. Margareth Tatcher, Ministra da Inglaterra) a darem apoio para a "a farsa da destruição da camada de ozônio e do aumento do buraco de ozônio na Antártica", pois, agora, os seus substitutos recebem "royalties”. (15)
O aquecimento global é uma fábula de como um medo mediático se torna a idéia definidora de uma geração. Resultado de um catastrofismo pseudocientífico.
Tudo isso embaralhado no inconsciente coletivo de uma população que na sua maioria só tem a televisão como veiculo de informação. E se passa na TV certamente deve ser verdade.
Isso, porém não ocorre apenas no Brasil, a mídia mundial se coloca de maneira extremamente parcial. Produções Hollywoodianas são apresentadas como fatos verídicos e plausíveis de acontecer.
O Prof. Richard Alley, da Universidade Estadual da Pensilvânia, E.U.A., formulou uma teoria sobre as mudanças das correntes marítimas do Atlântico norte e como conseqüência uma possível nova Era do Gelo no Hemisfério Norte. Esta idéia foi amplamente difundida na super produção “O dia depois do Amanhã”. (15)
O problema é que este filme serve como apoio as aulas sobre as conseqüências do aquecimento Global. O terrorismo imposto aos alunos é inconseqüente, pois, normalmente não há o outro lado da história.
Mas nada se compara ao sucesso de público e crítica, o “documentário” “Uma verdade inconveniente”, do Ex-vice presidente e atual paladino Ambiental do planeta Terra Sr. Al Gore. Ganhador de Oscar 2007 de melhor documentário e Premio Nobel da Paz em 2007, junto com o IPCC. Até hoje me pergunto qual a relevância do Sr. Al Gore e seu trabalho para a Paz mundial.
Mesmo com tantos aparatos de mídia, o pseudo-documentário apresenta falhas científicas grotesca, que são facilmente contestadas.
Tanto que um o Juiz Michael Burton, da Alta Corte de Justiça Britânica, caracterizou o filme de Al Gore como “alarmista e exagerado no apoio à sua tese política”. O tribunal, respondendo a uma ação movida por um pai, disse que o filme é “unilateral” e não poderia ser exibido nas escolas britânicas, a menos que contivesse orientações para equilibrar a tentativa de Gore em promover a sua “doutrinação política”.
O Juiz baseou a sua decisão em nove inverdades que aparecem no filme. Mas o público em geral parece que desconhece essa história. (16)
Você se lembra ou tem noticia de algo que o Sr. Al Gore fez durante seu mandato de vice-presidente dos Estados Unidos? Qual era a postura americana na década de 1990 em relação às questões ambientais planetárias?
A resposta é a negligência. Como há muito se ouve: falar é fácil...
Falando de Al Gore é bom sabermos como é sua participação no controle dos gases do efeito estufa e na economia de energia oriunda de combustíveis fósseis. Afinal quem fala deve dar o exemplo.
Lembra daquele velho ditado “Faça o que digo, mas não faça o que faço...”vamos lá....
Em 2006, al Gore devorou 221.000 kWh, ou seja, mais de 20 vezes o consumo nacional norte americano.
Em agosto de 2007, Gore queimou 22.619 kWh, ou seja, em um mês ele utilizou mais energia que o dobro da média anual dos americanos. Isso representa uma conta mensal de U$ 1.359,00, só em energia elétrica.
Mas os gastos extravagantes de Gore não ficam só na eletricidade, pois, sua conta de gás natural foi em média de U$ 1.080,00 por mês em sua mansão e casa de hóspedes em Nashiville. (17)
E claro o patromônio do senhor Al Gore não pára de crescer. O dinheiro entra mais rápido em sua conta bancária do que o Co2 aquece o planeta( segundo a versão dele).
Os Negócios de Al Gore:
Em 2004 Al Gore criou o fundo de investimentos Genration Investment Managment, sediado em Londres, com o qual pretende capturar uma boa fatia do mercado de créditos de carbono e outros invetimentos “verdes”.
O falido Lehman Brothers era um dos parceiors de Gore no fundo.
Os investimentos “ambientalmente corretos”, seguramente, têm a ver com o espantoso progresso patrimonial de Al Gore, que em apena 8 anos , entre 2000 e 2008, passou de menos de 2 milhões para mais de 100 milhões de dólares, caminhando rapidamente para tornar-se o primeiro “Bilonário do clima”.(18)
Esta é um pouco da credibilidade do maior expoente da causa ambiental do planeta.
Se estas considerações ainda não te convenceram veja a opinião de 100 cientistas de 19 paises, em Carta aberta ao Secretário-Geral das nações Unidas (ONU) .Quem sabe pode ajudá-lo a persuadilo sobre o aquecimento global Antropogênico.
Carta aberta ao Secretário-Geral da ONU
Exmo. Sr. Ban Ki-Moon
Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas
Nova Iorque, NY
Prezado Senhor Secretário
Não é possível frear as mudanças climáticas, um processo natural que afetou a humanidade através dos tempos. Geologia, Arqueologia, relatos escritos e orais da história atestam que mudanças dramáticas atingiram sociedades do passado com alterações na temperatura, precipitação, vento e outras variáveis. Nós, assim, devemos preparar as nações para que sejam mais resistentes a esta variedade de fenômenos mediante a promoção de crescimento econômico e de renda.
O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) tem cada vez mais emitido conclusões alarmantes sobre as influências humanas do CO2 produzido pelo homem, um gás não poluente que é essencial para a fotossíntese das plantas. Apesar de compreendermos as evidências que levaram os cientistas a ver o dióxido ce carbono como prejudicial, as conclusões do IPCC são tão inadequadas como as justificativas para políticas públicas que vão reduzir em muito a prosperidade no futuro. Em particular, não está provado que é possível alterar significativamente o clima global mediante a redução dos gases do efeito estufa emitido pela humanidade. Mais que tudo, porque as tentativas de redução dos gases vão frear o desenvolvimento, a visão da ONU sobre a redução do dióxido de carbono é provável que leve ao aumento do sofrimento humano por mudanças climáticas futuras ao invés de uma diminuição.
O Sumário do IPCC para Formuladores de Políticas é o documento do IPCC mais aceito entre políticos e não cientistas e serve de base para maioria das definições de políticas públicas quanto ao clima. Este sumário é preparado por um grupo pequeno de pessoas e o esboço ainda é aprovado linha por linha por representantes de governos. A grande maioria dos cientistas que contribuem com o IPCC e milhares de outros pesquisadores habilitados a comentar sobre o tema não participam da formulação deste documento. O sumário, então, não pode ser visto apropriadamente como um consenso entre os especialistas.
Ao contrário do que afirma o Sumário do IPCC:
(1) Recentes observações de fenômenos como diminuição de glaciares, aumento do nível do mar e a migração de espécies sensíveis à temperatura não são provas de mudanças climáticas anormais, não tendo sido demonstrado que qualquer mudança ocorrida tenha ocorrido fora dos limites da variabilidade natural.
(2) A média de aquecimento de 0,1 a 0,2ºC por década registrada por satélites durante o final do século XX se enquadra numa taxa natural de resfriamento e aquecimento observada ao longo dos últimos dez mil anos.
(3) Cientistas proeminentes, incluindo alguns dos mais importantes pesquisadores do IPCC, reconhecem que hoje os modelos climáticos computadorizadas não conseguem prever o clima. Com base nisso, e apesar das projeções de aumento da temperatura, não houve aumento bruto da temperatura do planeta desde 1998. A estabilização da temperatura segue um período de aquecimento registrado no final do século XX que é consistente com os ciclos naturais multidecadais e milenares do clima.
(4) Em contraste com a afirmação feita repetidamente que a ciência do clima é hoje incontroversa, importantes trabalhos peer-reviewed trouxeram ainda mais dúvidas quanto à hipótese de um perigoso aquecimento induzido pelo homem. Mas porque os grupos de trabalho do IPCC foram induzidos a considerar trabalhos publicados apenas até maio de 2005, estas revelações importantes não estão incluídas nos relatórios e, assim, as conclusões do IPCC já estão desatualizadas.
A conferência do clima em Bali foi planejada para levar o mundo a um caminho de severas restrições na emissão de dióxido de carbono, ignorando as lições evidentes do fracasso do Protocolo de Kyoto, a natureza caótica do mercado europeu de crédito de carbono e a ineficiência das custosas iniciativas destinadas a reduzir a emissão de gases do efeito estufa. Não existe relação custo-benefício nas medidas sugeridas para reduzir o consumo de energia com o propósito de restringir as emissões de dióxido de carbono. Além disso, é irracional aplicar o “princípio da precaução” porque muitos cientistas reconhecem que tanto aquecimento como resfriamento do planeta são possibilidades realistas no futuro de médio prazo.
O foco da Organização das Nações Unidas para “combater as mudanças climáticas”, como ilustrado no relatório de 27 de novembro último do Programa de Desenvolvimento Humano da organização, está distraindo os governos da necessidade de adaptação dos países aos riscos impostos por mudanças climáticas inevitáveis, independente de sua forma. Planejamento nacional e internacional para estas mudanças é indispensável com o foco direcionado sim a assistir os cidadãos mais vulneráveis a se adaptar às condições futuras. Tentativas de se evitar uma mudança climática global são inúteis e se constituem em uma trágica má utilização dos recursos disponíveis que teriam melhor uso se fossem gastos nos problemas reais e mais graves da humanidade.
Atenciosamente,
Grupo de Cientistas , Entre eles: Ernst-Georg Beck, Freeman J. Dyson, Vicente Gray, Craig D. Idso, Sherwood B. Idso, Zbigniew Jawarowski, Marcel Leroux, Richard Lindzen, Ross McKitrick, Gart W. Paltridge, S. Fred Singer, Edward J. Wegman.(19)
Existe extenso material sobre o Aquecimento Global Antropogênico, cabe a cada professor de geografia analisar o material didático a ser utilizado durante o ano letivo e colocar aos alunos os dois lados desta história.
As duas partes devem ser analisadas e discutidas em sala de aula.
Não devemos nos submeter ao jogo político de uma minoria que controla absurdamente a maioria.
O debate deve ser feito, a verdade deve prevalecer.
Não adianta cobrar de superiores, quando temos a possibilidade de inserir em nossos alunos o senso critico, o poder de análise. Isso em nossa escala local.
Prof. Claudio Ferreira Terezo, Geógrafo, autor do Novo Dicionário de Geografia, consultor do Portal Terra.
www.novodicionariodegeografia.blogspot.com
www.autores.com.br/claudioterezo
Notas
(1) Luiz Carlos B. Molion, 2010, Comunicação pessoal.
(2) LINO, Geraldo Luís, A fraude do Aquecimento Global. Como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial.Rio de Janeiro,Capax Dei,2009. pg. 80.
(3) Prof. Paul Reiter, IPCC Instituto Pasteur, Paris, A Grande farsa do Aquecimento Global, 2007, Channel 4, Inglaterra.
(4) Patrick Moore, Co-fundador do GreenPeace, A Grande farsa do Aquecimento Global, 2007, Channel 4, Inglaterra.
(5) James Shikwati, Economista e autor africano, A Grande farsa do Aquecimento Global, 2007, Channel 4, Inglaterra.
(6) Nigel Calder, Editor chefe News Scientist, A Grande farsa do Aquecimento Global, 2007, Channel 4, Inglaterra.
(7) Prof. Syun-Ichi Akasafu, A Grande farsa do Aquecimento Global, 2007, Channel 4, Inglaterra.
(8) LINO, Geraldo Luís, A fraude do Aquecimento Global. como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial.Rio de Janeiro,Capax Dei,2009. pg. 23.
(9) SIMÕES, Jefferson, Scientifc American, ano 6 nº 62, junho de 2007, em http://novodicionariodegeografia.blogspot.com/2007/08/jefferson-simes-verdades-sobre.html
(10) SIMÕES, Jefferson, Enganos e Catastrofismos, Agência FAPESP em http://novodicionariodegeografia.blogspot.com/2007/09/jefferson-simes-enganos-e-catastrofismo.html
(11) BAPTISTA, Gustavo Macedo de Mello. Aquecimento global: ciência ou religião, Brasília, Hinterlândia, 2009. pg. 143
(12) LINO, Geraldo Luís, A fraude do Aquecimento Global. como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial.Rio de Janeiro,Capax Dei, 2009. pg. 11
(13) htpp://news.nationalgeographic.com/news/2007/02/070228-mars-warming.html acesso em 25 de fevereiro de 2009
(14) BAPTISTA, Gustavo Macedo de Mello. Aquecimento global: ciência ou religião, Brasília, Hinterlândia, 2009. pg. 158.
(15) ALLEY,Richard B. Mudança Climática Brusca, SCIENTIFC AMERICAN BRASIL,edição 31 - Dezembro 2004, em
http://novodicionariodegeografia.blogspot.com/2007/08/mudana-climtica-brusca.html
(16) http://novodicionariodegeografia.blogspot.com/2010/01/as-nove-mentiras-de-al-gore.html
(17)) BAPTISTA, Gustavo Macedo de Mello. Aquecimento global: ciência ou religião, Brasília, Hinterlândia, 2009. pg. 174.
http://www.tennesseepolicy.org/main/article.php?article_id =367
(18) LINO, Geraldo Luís, A fraude do Aquecimento Global. como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial.Rio de Janeiro, Capax Dei, 2009. pg. 105
(19) http://novodicionariodegeografia.blogspot.com/2010/01/carta-aberta-ao-secretario-geral-da-onu.html
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Lúcia Marina Alves de; RIGOLIN, Tércio Barbosa.
Geografia: Série novo ensino médio. 1ª ed,São Paulo, 2004.
AYOADE, J. O.Introdução à Climatologia dos Trópicos.São Paulo,Difel,
1996.
BAPTISTA, Gustavo Macedo de Mello. Aquecimento global: ciência ou religião, Brasília, Hinterlândia, 2009.
GUERRA,Antônio Teixeira. Dicionário geológico- geomorfológico.
8ªed.,Rio de Janeiro, Ibge,1993.
HOLANDA,Aurélio Buarque de.Novo Dicionário Aurélio da Língua
Portuguesa. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2ª ed.,1996.
LINO, Geraldo Luís, A fraude do Aquecimento Global.Como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial.Rio de Janeiro,Capax Dei,2009.
OLIVEIRA,Ariovaldo Umbelino de.Para onde vai o ensino de geografia,
5ªed., São Paulo, Contexto, 1994.
PEREIRA, Diamatino Alves Correia; CARVALHO,Marcos Bernardino
de; SANTOS,Douglas. Geografia:ciência do espaço:o espaço mundial.
4ªed., São Paulo, ed. Atual,1993.
SCHNEEBERGER, Carlos Alberto,FARAGO, Luis Antonio.Minimanual
compacto de geografia do Brasil:teoria e prática. São Paulo, Rideel,
2003.
SIMELLI, Marie Elena. Geoatlas. São Paulo, Ática, 2000.
TEIXEIRA, W.et al. Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de textos,
2000.
TEREZO, Claudio Ferreira.Novo Dicionário de Geografia : 2ªed., Livropronto,São Paulo, 2008.
VOCABULÁRIO BÁSICO DE RECURSOS NATURAIS E MEIO
AMBIENTE.2 ed. ,IBGE ,Rio de Janeiro, 2004.
PERIÓDICOS (vários números):
-Scientific American Brasil
-National Geographic
-Veja
-Galileu
-Época
-Isto é
-Discutindo Geografia
-Globo Ciência
-História viva
-Nova Escola
-Pesquisa Fapesp
-Revista Kalunga
-Superinteressante
-Terra
Jornais (vários números) :
-Folha de São Paulo
-O Estado de São Paulo
-O Globo
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O professor de Geografia e o Aquecimento Global.
O ensino de geografia em nossas escolas e a problemática do aquecimento global antropogênico.
Resumo
Devemos cuidar e preservar do planeta de uma forma inteligente. A preservação e a educação ambiental devem estar presentes em nosso cotidiano. O que quero com este texto não é tirar do homem a sua responsabilidade para com meio ambiente e sim não jogar ou julgar o homem pelos problemas que ele não provoca.
O debate sobre o aquecimento Global antropogênico deve ser feito em sala de aula, pois, a geografia se faz nas escolas de ensino fundamental e médio espalhadas pelo Brasil e não por meia dúzia de pseudo especialistas em ensino de Geografia enclausurados dentro dos muros das universidades.
Palavras chave: Aquecimento Global Antropogênico, ensino, Geografia.
Se dizem que o clima está mudando?
Sim. Está mudando.
O Aquecimento Global está inserido dentro dos conteúdos de ensino Geografia em todos os seus níveis. Do ensino fundamental ao médio chegando ao nível superior.
Dentro de uma universidade o debate, as discussões sobre o tema podem gerar grandes trabalhos, porém, para crianças e adolescentes em nossas escolas, o tema está presente em livros, apostilas ou em quase todo material didático-pedagógico como uma verdade absoluta: O aquecimento Global antropogênico existe e está destruindo e prejudicando nosso planeta.
Segundo livros espalhados pelo Brasil (e no mundo também, mas vamos ficar em nossa escala) o aquecimento global é uma verdade inquestionável e conseqüentemente é provocado pelas ações humanas, tendo como grande inimigo o CO2(gás Carbônico) que acelera o chamado Efeito estufa.
E como professor de Geografia vejo que esse quadro deve ser alterado rapidamente, ampliando o debate e principalmente se qualificando profissionalmente, não servindo apenas de passador de conteúdos pré-estabelecidos.
Opinião compartilhada pelo Prof. Luiz Carlos Morion, Prof. PhD do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal de Alagoas:
O que me preocupa é que temas como "o homem destrói a camada de ozônio",
o "homem está aquecendo o planeta", "CO2 é poluente", já estão nos livros do
ensino fundamental.
Na minha opinião, somente deveriam fazer parte desses livros os temas já
comprovados cientificamente. Isso não é educação, é "lavagem cerebral"!
Qual será a credibilidade desses futuros cidadãos na Ciência e no
Ensino quanto daqui a 15, 20 anos perceberem que foram enganados? Esses temas
tornam-se problemas sérios, pois os professores não tem capacidade ou
argumentos para refutarem o que está nos livros e apenas os transmitem sem
críticas. (1)
A maioria das publicações trazem as verdades impostas pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre mudanças climáticas), órgão ligado a ONU, como uma bíblia dos tempos modernos. Pois este órgão possui os 2.500 melhores cientistas do mundo em seus quadros. O que passa muito longe de ser verdade, pois, uma parcela desses 2.500 cientistas não possuem esta atribuição.
O IPCC não representa uma iniciativa cientifica, mas uma agenda política predeterminada para justificar os interesses estabelecidos em torno do “aquecimentismo.” (2)
Vê-se claramente que o objetivo dos relatórios do IPCC não é um entendimento sistêmico da dinâmica climática, mas uma avaliação das mudanças climáticas induzidas pelo homem.
Conforme o Prof. Paul Reiter (IPCC e Pasteur institut, Paris), “... Esta afirmação de que o IPCC é a organização mundial com os melhores 1.500 ou 2.500 cientistas... olhem as bibliografias dos indivíduos, simplesmente é falso. Há um bom números de não cientistas.”
“Aquelas pessoas que são especialistas, mas não concordam com a polemica e desistem (e há vários que eu conheço ((ele próprio) simplesmente os põem na lista de autores s se convertem em parte desses 2.500 melhores cientistas do mundo.” (3)
Estas posições chanceladas como verdadeiras pelos livros didáticos são conseqüência dos efeitos nefastos de uma ideologia ambientalista com argumentos cientificamente insustentáveis, criada para servir os propósitos de grupos hegemônicos, ou em outras palavras o ambientalismo político, em alguns casos, ecofascistas.
Parecer semelhante tem Patrick Moore, co-fundador do Greenpeace, que abandonou esta ONG quando começaram a tomar medidas extremas como a campanha para proibir o CLORO em todo o mundo.
Segundo Moore o extremismo ambiental emergiu com o colapso do comunismo que se transformaram em comunistas ativistas, configurando um neo marxismo. Usando o tema ecológico tendo como inimigo o Capitalismo em ações antiglobalização.
Ambientalistas que ficaram à margem de um processo histórico com a dissolução do comunismo no leste Europeu e se agarraram com unhas e dentes na causa ambiental para sustentar sua raiva anticapitalista.
“Nem sequer gosto de chamá-lo de movimento ambiental, nunca mais, por que realmente é um movimento influente a nível global.”
“O movimento ambiental tem se evoluído na maior força que existe... para evitar o desenvolvimento dos países em desenvolvimento.” afirma Moore (4)
Sobre a estagnação do desenvolvimento de países pobres, será que as mudanças climáticas num futuro seriam um problema ainda maior para a África, em vista do retrato de total descaso global para com sua população atual?
O Economista e escritor Queniano James Shikwati (Diretor do Inter Region. Economic Network que promove a liberdade de comércio como a solução para a condução da pobreza na áfrica.) diz:
“Uma coisa clara que emerge de todo o debate ambiental, é o fato de que estão tentando matar o sonho africano. E o sonho africano é o de se desenvolver.” (5)
O continente Africano possui petróleo, gás natural e carvão mineral suficientes para melhorar as condições econômicas e sociais de países pobres e conseqüentemente de sua população, porém, a opinião pública mundial, vide ambientalistas, quer que estes fiquem na condição de miséria atual, pois dessa forma estaríamos preservando o planeta para as futuras gerações.
E a vida da população atual? Preservar pro futuro e esquecer o presente, esta é a proposta?
Você ficaria sem energia elétrica em sua casa ou trabalho? Você se imagina sem água potável saindo de sua torneira? E as condições mínimas de saneamento básico? Apelaria para o transporte público deixando o conforto de seu automóvel?
Pois em grande parte do continente africano essas “regalias” da sociedade moderna são completamente negadas.
Se nossa matriz energética são as usinas hidrelétricas, que erradamente são chamadas de energia limpa, que culpa a população da África tem em não ter os mesmos benefícios com outro tipo de geração de energia.
Os EUA e países europeus mantém sua geração de energia por meio de queima de carão, óleo pesados e energia nuclear.
Por que negar condições minimamente humanas à África?
Outro ponto é a forma como estes ativistas impõem suas verdades. Ignorando dados científicos e colocando sob suspeita qualquer um que se coloque contra o Aquecimento global.
O escritor e ex-editor da News Scientist Nigel Calder confirma tal procedimento:
“Eu já vi e escutei ataques de fúria a qualquer um que possa discordar deles, o que não é correto cientificamente.” Todo o negócio do Aquecimento Global se converteu em quase uma religião e as pessoas que discordam as chamam de hereges. Eu sou um herege. ”(6)
O impressionante é que a mídia de uma forma geral aprova esta mentira do aquecimento global antropogênico, fazendo com que as imagens vinculadas ao redor do mundo sejam sempre as mesmas: Blocos gigantescos de icebergs se desprendendo e caindo ao mar, ursos polares tentando escapar de pequenos pedaços de gelo, e outras imagens que sequer estão relacionadas ao clima, porém, são embutidas como problemas climáticos, como terremotos e atividades vulcânicas.
Sobre o degelo nos pólos:
Segundo o Prof. Syun –Ichi Akasofu, diretor fundador do International Artic Research Center da Universidade Fairbanks do Alaska (UAF) , no Ártico as calotas se retraem e expandem normalmente e no Alasca a imagem do gelo caindo nas bordas é um fenômeno comum na primavera.(7)
A Groenlândia que possui cerca de 7% do gelo do planeta Terra, já teve condições climáticas com temperaturas mais elevadas que as atuais. Durante o Período Quente Medieval (PQM, ocorreu entre os séculos X e XII), quando os Vikings ali desembarcaram, estabelecendo colônias e a batizaram com um nome bem sugestivo: Terra Verde. (8)
Vejo que normalmente as denominações de lugares descobertos são dadas pelo que é visto, ou seja, um retrato da paisagem local. Se houve um período em que o que hoje conhecemos como Groenlândia, coberta de gelo, foi verde nos faz visualizar um outro aspecto climático.
No outro lado do mundo, na Antártida, o glaciólogo Jeferson Simões, professor da UFRS e Integrante do IPCC responde:
O gelo da Antártida está realmente derretendo em razão do aquecimento global?
Não. Cada vez que é divulgada uma noticia sobre o impacto do aquecimento global nas regiões polares há uma grande confusão na mídia. Os jornalistas esquecem que a Antártida é um continente onde ocorrem climas diferentes em regiões separadas por milhares de quilômetros. O manto de gelo que cobre 99,6% de sua área tem uma espessura média de quase 2 mil metros e máxima de 4.776m. E a maior parte não está em fusão, muito pelo contrário: a temperatura varia entre 25°C e -35°C, e outra porção considerável está a está a -70°C! (9)
Simões também critica a postura catastrofista e muitas vezes sensacionalista em relação às mudanças ambientais globais.
“Mudanças no clima sempre ocorreram. Não há motivo para pânico. (10)
Será que realmente precisamos de uma campanha tão grande contra o aquecimento global antropogênico?
Será que o CO2 realmente é o principal vilão nesta história toda?
O CO2 e o Aquecimento Global Antropogênico
Outro engano se faz em relação ao CO2 (gás carbônico), tornado-o o principal responsável dentre os gases do Efeito Estufa e conseqüentemente do tão famigerado Aquecimento global antropogênico.
Em 2007 , quando o IPCC apresentou seu Quarto Relatório de Avaliação (AR4) , salientou que (em português claro): Existe um consenso científico elevado em que o CO2 é o principal elemento incorporado à atmosfera que a faz aumentar sua temperatura e que sua origem é basicamente humana. Ou seja, acharam o inimigo. (11)
Para muitos (a maioria) isto basta para ser a verdade absoluta. Cientificamente falando, está bem longe da realidade.
O clima do planeta Terra constitui um sistema dinâmico extremamente complexo, cujos fatores causais interagem por meio de múltiplos mecanismos. Em face de semelhante complexidade, chega a ser risível conceder ao CO2 o papel de protagonista principal de sistema climático. (12)
Resumindo: O CO2 não é poluente! O CO2 é o Gás da vida! Os Vegetais retiram CO2 no processo de fotossíntese! Quanto mais CO2 mais produtividade agrícola! O CO2 não controla o clima!
As exclamações são necessárias neste momento.
No Brasil, principalmente nos grandes centros urbanos, o grande problema não é CO2 e sim o enxofre, oriundo de uma gasolina de péssima qualidade, mesmo com tanta propaganda da Petrobras.
No mundo, em escala planetária, os vulcões produzem mais CO2 a cada ano que todas as fábricas, carros e aviões e outras fontes de CO2 humanas juntas.
A grande discussão em torno do dogma do CO2 é a contribuição humana no incremento de sua concentração atmosférica. Pois bem, em 2007. A National Geographic News noticiou sobre o derretimento de calotas polares e o aumento de concentração de dióxido de carbono.
Grande notícia para os Ambientalistas de plantão.
A diferença é que a matéria tratava de Marte!
O chefe da pesquisa espacial do observatório astronômico Pulkovo, na Rússia, Habillo Abdussamatov, disse que os dados de Marte são a prova de que as mudanças climáticas globais da Terra estão sendo causadas por alterações no Sol. Pelo menos não há indícios ainda de queima de combustíveis fósseis por parte dos marcianos. (13)
O dióxido de carbono é responsável por 3,6% do Efeito Estufa e, desses, 3,5% são naturais, ou seja, apenas 0,1% é responsabilidade nossa. (14)
Outro ponto de debate entre os “aquecimentistas” vem do final da década de 1970, com o CFC sendo o grande culpado pelo Buraco na Camada de Ozônio.
A verdade é que não há evidências científicas de que a camada de ozônio na estratosfera esteja sendo destruída pelos compostos de clorofluorcarbono (CFCs),
Por que acabaram com o CFC?
Segundo o Prof. Molion, o que ocorreu foi que, como os CFCs se tornaram de domínio público e já não podiam ser cobrados direitos de propriedade ("royalties") sobre sua fabricação, as indústrias, que controlam a produção dos substitutos (ICI, Du Pont, Atochem, Hoechst, Allied Chemicals), convenceram "certos" governos de países de primeiro mundo (começou com Sra. Margareth Tatcher, Ministra da Inglaterra) a darem apoio para a "a farsa da destruição da camada de ozônio e do aumento do buraco de ozônio na Antártica", pois, agora, os seus substitutos recebem "royalties”. (15)
O aquecimento global é uma fábula de como um medo mediático se torna a idéia definidora de uma geração. Resultado de um catastrofismo pseudocientífico.
Tudo isso embaralhado no inconsciente coletivo de uma população que na sua maioria só tem a televisão como veiculo de informação. E se passa na TV certamente deve ser verdade.
Isso, porém não ocorre apenas no Brasil, a mídia mundial se coloca de maneira extremamente parcial. Produções Hollywoodianas são apresentadas como fatos verídicos e plausíveis de acontecer.
O Prof. Richard Alley, da Universidade Estadual da Pensilvânia, E.U.A., formulou uma teoria sobre as mudanças das correntes marítimas do Atlântico norte e como conseqüência uma possível nova Era do Gelo no Hemisfério Norte. Esta idéia foi amplamente difundida na super produção “O dia depois do Amanhã”. (15)
O problema é que este filme serve como apoio as aulas sobre as conseqüências do aquecimento Global. O terrorismo imposto aos alunos é inconseqüente, pois, normalmente não há o outro lado da história.
Mas nada se compara ao sucesso de público e crítica, o “documentário” “Uma verdade inconveniente”, do Ex-vice presidente e atual paladino Ambiental do planeta Terra Sr. Al Gore. Ganhador de Oscar 2007 de melhor documentário e Premio Nobel da Paz em 2007, junto com o IPCC. Até hoje me pergunto qual a relevância do Sr. Al Gore e seu trabalho para a Paz mundial.
Mesmo com tantos aparatos de mídia, o pseudo-documentário apresenta falhas científicas grotesca, que são facilmente contestadas.
Tanto que um o Juiz Michael Burton, da Alta Corte de Justiça Britânica, caracterizou o filme de Al Gore como “alarmista e exagerado no apoio à sua tese política”. O tribunal, respondendo a uma ação movida por um pai, disse que o filme é “unilateral” e não poderia ser exibido nas escolas britânicas, a menos que contivesse orientações para equilibrar a tentativa de Gore em promover a sua “doutrinação política”.
O Juiz baseou a sua decisão em nove inverdades que aparecem no filme. Mas o público em geral parece que desconhece essa história. (16)
Você se lembra ou tem noticia de algo que o Sr. Al Gore fez durante seu mandato de vice-presidente dos Estados Unidos? Qual era a postura americana na década de 1990 em relação às questões ambientais planetárias?
A resposta é a negligência. Como há muito se ouve: falar é fácil...
Falando de Al Gore é bom sabermos como é sua participação no controle dos gases do efeito estufa e na economia de energia oriunda de combustíveis fósseis. Afinal quem fala deve dar o exemplo.
Lembra daquele velho ditado “Faça o que digo, mas não faça o que faço...”vamos lá....
Em 2006, al Gore devorou 221.000 kWh, ou seja, mais de 20 vezes o consumo nacional norte americano.
Em agosto de 2007, Gore queimou 22.619 kWh, ou seja, em um mês ele utilizou mais energia que o dobro da média anual dos americanos. Isso representa uma conta mensal de U$ 1.359,00, só em energia elétrica.
Mas os gastos extravagantes de Gore não ficam só na eletricidade, pois, sua conta de gás natural foi em média de U$ 1.080,00 por mês em sua mansão e casa de hóspedes em Nashiville. (17)
E claro o patromônio do senhor Al Gore não pára de crescer. O dinheiro entra mais rápido em sua conta bancária do que o Co2 aquece o planeta( segundo a versão dele).
Os Negócios de Al Gore:
Em 2004 Al Gore criou o fundo de investimentos Genration Investment Managment, sediado em Londres, com o qual pretende capturar uma boa fatia do mercado de créditos de carbono e outros invetimentos “verdes”.
O falido Lehman Brothers era um dos parceiors de Gore no fundo.
Os investimentos “ambientalmente corretos”, seguramente, têm a ver com o espantoso progresso patrimonial de Al Gore, que em apena 8 anos , entre 2000 e 2008, passou de menos de 2 milhões para mais de 100 milhões de dólares, caminhando rapidamente para tornar-se o primeiro “Bilonário do clima”.(18)
Esta é um pouco da credibilidade do maior expoente da causa ambiental do planeta.
Se estas considerações ainda não te convenceram veja a opinião de 100 cientistas de 19 paises, em Carta aberta ao Secretário-Geral das nações Unidas (ONU) .Quem sabe pode ajudá-lo a persuadilo sobre o aquecimento global Antropogênico.
Carta aberta ao Secretário-Geral da ONU
Exmo. Sr. Ban Ki-Moon
Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas
Nova Iorque, NY
Prezado Senhor Secretário
Não é possível frear as mudanças climáticas, um processo natural que afetou a humanidade através dos tempos. Geologia, Arqueologia, relatos escritos e orais da história atestam que mudanças dramáticas atingiram sociedades do passado com alterações na temperatura, precipitação, vento e outras variáveis. Nós, assim, devemos preparar as nações para que sejam mais resistentes a esta variedade de fenômenos mediante a promoção de crescimento econômico e de renda.
O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) tem cada vez mais emitido conclusões alarmantes sobre as influências humanas do CO2 produzido pelo homem, um gás não poluente que é essencial para a fotossíntese das plantas. Apesar de compreendermos as evidências que levaram os cientistas a ver o dióxido ce carbono como prejudicial, as conclusões do IPCC são tão inadequadas como as justificativas para políticas públicas que vão reduzir em muito a prosperidade no futuro. Em particular, não está provado que é possível alterar significativamente o clima global mediante a redução dos gases do efeito estufa emitido pela humanidade. Mais que tudo, porque as tentativas de redução dos gases vão frear o desenvolvimento, a visão da ONU sobre a redução do dióxido de carbono é provável que leve ao aumento do sofrimento humano por mudanças climáticas futuras ao invés de uma diminuição.
O Sumário do IPCC para Formuladores de Políticas é o documento do IPCC mais aceito entre políticos e não cientistas e serve de base para maioria das definições de políticas públicas quanto ao clima. Este sumário é preparado por um grupo pequeno de pessoas e o esboço ainda é aprovado linha por linha por representantes de governos. A grande maioria dos cientistas que contribuem com o IPCC e milhares de outros pesquisadores habilitados a comentar sobre o tema não participam da formulação deste documento. O sumário, então, não pode ser visto apropriadamente como um consenso entre os especialistas.
Ao contrário do que afirma o Sumário do IPCC:
(1) Recentes observações de fenômenos como diminuição de glaciares, aumento do nível do mar e a migração de espécies sensíveis à temperatura não são provas de mudanças climáticas anormais, não tendo sido demonstrado que qualquer mudança ocorrida tenha ocorrido fora dos limites da variabilidade natural.
(2) A média de aquecimento de 0,1 a 0,2ºC por década registrada por satélites durante o final do século XX se enquadra numa taxa natural de resfriamento e aquecimento observada ao longo dos últimos dez mil anos.
(3) Cientistas proeminentes, incluindo alguns dos mais importantes pesquisadores do IPCC, reconhecem que hoje os modelos climáticos computadorizadas não conseguem prever o clima. Com base nisso, e apesar das projeções de aumento da temperatura, não houve aumento bruto da temperatura do planeta desde 1998. A estabilização da temperatura segue um período de aquecimento registrado no final do século XX que é consistente com os ciclos naturais multidecadais e milenares do clima.
(4) Em contraste com a afirmação feita repetidamente que a ciência do clima é hoje incontroversa, importantes trabalhos peer-reviewed trouxeram ainda mais dúvidas quanto à hipótese de um perigoso aquecimento induzido pelo homem. Mas porque os grupos de trabalho do IPCC foram induzidos a considerar trabalhos publicados apenas até maio de 2005, estas revelações importantes não estão incluídas nos relatórios e, assim, as conclusões do IPCC já estão desatualizadas.
A conferência do clima em Bali foi planejada para levar o mundo a um caminho de severas restrições na emissão de dióxido de carbono, ignorando as lições evidentes do fracasso do Protocolo de Kyoto, a natureza caótica do mercado europeu de crédito de carbono e a ineficiência das custosas iniciativas destinadas a reduzir a emissão de gases do efeito estufa. Não existe relação custo-benefício nas medidas sugeridas para reduzir o consumo de energia com o propósito de restringir as emissões de dióxido de carbono. Além disso, é irracional aplicar o “princípio da precaução” porque muitos cientistas reconhecem que tanto aquecimento como resfriamento do planeta são possibilidades realistas no futuro de médio prazo.
O foco da Organização das Nações Unidas para “combater as mudanças climáticas”, como ilustrado no relatório de 27 de novembro último do Programa de Desenvolvimento Humano da organização, está distraindo os governos da necessidade de adaptação dos países aos riscos impostos por mudanças climáticas inevitáveis, independente de sua forma. Planejamento nacional e internacional para estas mudanças é indispensável com o foco direcionado sim a assistir os cidadãos mais vulneráveis a se adaptar às condições futuras. Tentativas de se evitar uma mudança climática global são inúteis e se constituem em uma trágica má utilização dos recursos disponíveis que teriam melhor uso se fossem gastos nos problemas reais e mais graves da humanidade.
Atenciosamente,
Grupo de Cientistas , Entre eles: Ernst-Georg Beck, Freeman J. Dyson, Vicente Gray, Craig D. Idso, Sherwood B. Idso, Zbigniew Jawarowski, Marcel Leroux, Richard Lindzen, Ross McKitrick, Gart W. Paltridge, S. Fred Singer, Edward J. Wegman.(19)
Existe extenso material sobre o Aquecimento Global Antropogênico, cabe a cada professor de geografia analisar o material didático a ser utilizado durante o ano letivo e colocar aos alunos os dois lados desta história.
As duas partes devem ser analisadas e discutidas em sala de aula.
Não devemos nos submeter ao jogo político de uma minoria que controla absurdamente a maioria.
O debate deve ser feito, a verdade deve prevalecer.
Não adianta cobrar de superiores, quando temos a possibilidade de inserir em nossos alunos o senso critico, o poder de análise. Isso em nossa escala local.
Prof. Claudio Ferreira Terezo, Geógrafo, autor do Novo Dicionário de Geografia, consultor do Portal Terra.
www.novodicionariodegeografia.blogspot.com
www.autores.com.br/claudioterezo
Notas
(1) Luiz Carlos B. Molion, 2010, Comunicação pessoal.
(2) LINO, Geraldo Luís, A fraude do Aquecimento Global. Como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial.Rio de Janeiro,Capax Dei,2009. pg. 80.
(3) Prof. Paul Reiter, IPCC Instituto Pasteur, Paris, A Grande farsa do Aquecimento Global, 2007, Channel 4, Inglaterra.
(4) Patrick Moore, Co-fundador do GreenPeace, A Grande farsa do Aquecimento Global, 2007, Channel 4, Inglaterra.
(5) James Shikwati, Economista e autor africano, A Grande farsa do Aquecimento Global, 2007, Channel 4, Inglaterra.
(6) Nigel Calder, Editor chefe News Scientist, A Grande farsa do Aquecimento Global, 2007, Channel 4, Inglaterra.
(7) Prof. Syun-Ichi Akasafu, A Grande farsa do Aquecimento Global, 2007, Channel 4, Inglaterra.
(8) LINO, Geraldo Luís, A fraude do Aquecimento Global. como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial.Rio de Janeiro,Capax Dei,2009. pg. 23.
(9) SIMÕES, Jefferson, Scientifc American, ano 6 nº 62, junho de 2007, em http://novodicionariodegeografia.blogspot.com/2007/08/jefferson-simes-verdades-sobre.html
(10) SIMÕES, Jefferson, Enganos e Catastrofismos, Agência FAPESP em http://novodicionariodegeografia.blogspot.com/2007/09/jefferson-simes-enganos-e-catastrofismo.html
(11) BAPTISTA, Gustavo Macedo de Mello. Aquecimento global: ciência ou religião, Brasília, Hinterlândia, 2009. pg. 143
(12) LINO, Geraldo Luís, A fraude do Aquecimento Global. como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial.Rio de Janeiro,Capax Dei, 2009. pg. 11
(13) htpp://news.nationalgeographic.com/news/2007/02/070228-mars-warming.html acesso em 25 de fevereiro de 2009
(14) BAPTISTA, Gustavo Macedo de Mello. Aquecimento global: ciência ou religião, Brasília, Hinterlândia, 2009. pg. 158.
(15) ALLEY,Richard B. Mudança Climática Brusca, SCIENTIFC AMERICAN BRASIL,edição 31 - Dezembro 2004, em
http://novodicionariodegeografia.blogspot.com/2007/08/mudana-climtica-brusca.html
(16) http://novodicionariodegeografia.blogspot.com/2010/01/as-nove-mentiras-de-al-gore.html
(17)) BAPTISTA, Gustavo Macedo de Mello. Aquecimento global: ciência ou religião, Brasília, Hinterlândia, 2009. pg. 174.
http://www.tennesseepolicy.org/main/article.php?article_id =367
(18) LINO, Geraldo Luís, A fraude do Aquecimento Global. como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial.Rio de Janeiro, Capax Dei, 2009. pg. 105
(19) http://novodicionariodegeografia.blogspot.com/2010/01/carta-aberta-ao-secretario-geral-da-onu.html
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Lúcia Marina Alves de; RIGOLIN, Tércio Barbosa.
Geografia: Série novo ensino médio. 1ª ed,São Paulo, 2004.
AYOADE, J. O.Introdução à Climatologia dos Trópicos.São Paulo,Difel,
1996.
BAPTISTA, Gustavo Macedo de Mello. Aquecimento global: ciência ou religião, Brasília, Hinterlândia, 2009.
GUERRA,Antônio Teixeira. Dicionário geológico- geomorfológico.
8ªed.,Rio de Janeiro, Ibge,1993.
HOLANDA,Aurélio Buarque de.Novo Dicionário Aurélio da Língua
Portuguesa. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2ª ed.,1996.
LINO, Geraldo Luís, A fraude do Aquecimento Global.Como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial.Rio de Janeiro,Capax Dei,2009.
OLIVEIRA,Ariovaldo Umbelino de.Para onde vai o ensino de geografia,
5ªed., São Paulo, Contexto, 1994.
PEREIRA, Diamatino Alves Correia; CARVALHO,Marcos Bernardino
de; SANTOS,Douglas. Geografia:ciência do espaço:o espaço mundial.
4ªed., São Paulo, ed. Atual,1993.
SCHNEEBERGER, Carlos Alberto,FARAGO, Luis Antonio.Minimanual
compacto de geografia do Brasil:teoria e prática. São Paulo, Rideel,
2003.
SIMELLI, Marie Elena. Geoatlas. São Paulo, Ática, 2000.
TEIXEIRA, W.et al. Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de textos,
2000.
TEREZO, Claudio Ferreira.Novo Dicionário de Geografia : 2ªed., Livropronto,São Paulo, 2008.
VOCABULÁRIO BÁSICO DE RECURSOS NATURAIS E MEIO
AMBIENTE.2 ed. ,IBGE ,Rio de Janeiro, 2004.
PERIÓDICOS (vários números):
-Scientific American Brasil
-National Geographic
-Veja
-Galileu
-Época
-Isto é
-Discutindo Geografia
-Globo Ciência
-História viva
-Nova Escola
-Pesquisa Fapesp
-Revista Kalunga
-Superinteressante
-Terra
Jornais (vários números) :
-Folha de São Paulo
-O Estado de São Paulo
-O Globo
Retirado deste site:
http://augustodefranco.locaweb.com.br/outros_textos_comments.php?id=73_0_3_0_C
Dois livros sobre o aquecimento global
Augusto de Franco (19/03/07 15:20)
Comprei e estou lendo dois livros alarmantes: o "Gaia: cura para um planeta doente" (São Paulo: Cultrix, 2006) de James Lovelock (tradução de "Gaia: medicine for an ailing planet". London: Gaia Books, 1991); e o "Uma verdade inconveniente - O que devemos saber (e fazer) sobre o aquecimento global" (São Paulo: Manole, 2006) de Al Gore (tradução de "An inconvenient truth - The planetary emergency of global warming and what we can do about it"). Coloco aqui uma pequena reflexão sobre o primeiro.
>>>
O primeiro é um texto científico (polêmico, controverso) de fronteira; o segundo é mais uma espécie de Power Point de sensibilização para o tema. Ambos são interessantes. A tese de Lovelock (que nada tem a ver com o novo "fundamentalismo verde") é a de que uma parte de Gaia, composta pelo "restante da criação... moverá inconscientemente a própria Terra para um novo estado, um estado no qual nós, seres humanos, poderemos não mais ser bem-vindos".
Sou um admirador de Lovelock. Sua hipótese Gaia (em co-autoria com Lynn Margulis) - a de que "a vida ou a biosfera regula ou mantém o clima e a composição atmosférica em um nível ideal para si mesma" - tem um enorme potencial heurístico, embora tenha levado a conclusões que não podem ser autorizadas pela ciência (e. g. a todas aquelas que atribuem um propósito à auto-regulação planetária). Mas ainda estou em dúvida sobre os juízos políticos que Lovelock deriva de uma espécie de determinismo biológico fatal. É assim que, num prefácio de 2004, ele faz um apelo a todos os ambientalistas, "para que ponham de lado os seus temores sem fundamento [por exemplo, em relação ao progresso científico-técnico na sintetização de alimentos ou na utilização da energia nuclear] e a sua obsessão exclusiva em relação aos direitos humanos" [e isso é uma conclusão, digamos, pelo menos temerária, em um tipo de civilização como o que vivemos]. "Sejamos corajosos o bastante - exorta Lovelock - para reconhecer que a verdadeira ameaça provém dos danos que causamos ao ser vivo que é a Terra, da qual fazemos parte, e que é realmente o nosso lar". Sim, mas essa não é a única "verdadeira ameaça"; estamos diante de várias outras ameaças, que não podem ser consideradas como não-tão-verdadeiras.
Lovelock endossa as palavras do cientista-chefe, Sir David King, o qual declarou, no início de 2004, nos Estados Unidos, "que o aquecimento global é uma ameaça maior do que o terrorismo". Talvez até seja. Mas isso não pode desviar nossa atenção das ameaças à democracia e ao desenvolvimento humano e social sustentável que são tão verdadeiras e tão presentes quanto a ameaça do aquecimento do planeta.
Não é uma questão de comparar os riscos. É claro que o desaparecimento da espécie humana anula todas as preocupações humanas. Mas de certo modo, algum dia, a nossa espécie desaparecerá: pelo menos neste planeta, com a extinção do sol; ou neste universo, com o "Big Crunch". Ocorre que penso que estamos construindo um mundo humano, que tem como base o mundo natural (Gaia, na visão de Lovelock) mas que não é conseqüência do mundo natural. A tentativa humana de humanizar o mundo (ou de humanizar a "alma do mundo") é uma espécie de segunda criação... Para quem pensa assim, a vida é um valor principal, mas não o único: os padrões de convivência social, além da vida (biológica), também constituem um valor inegociável, quero dizer, um valor que não pode ser trocado pelo primeiro.
Em outras palavras, não podemos esquecer tudo - sobretudo a democracia e o desenvolvimento - para nos dedicar agora somente a tentar retardar o desaparecimento biológico da espécie. Não vale ser salvo da destruição para viver num mundo desumanizante. Assim, penso que temos que cuidar das duas coisas, simultaneamente.
Comentários
Recomendo também o recem traduzido Vingança de Gaia de James Lovelock da editora Intrínseca. Apenas iniciei a leitura.
Quem sabe possamos ultrapassar agora, após este alarme, a "religião do crescimento".
Enviado por: Márcio (14/05/2007 08:28)
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Após a leitura dos comentários sobre a leitura do texto, sem dúvida acredito que hoje é muito mais necessário do que antes que construamos um desenvolvimento que insira-se harmoniosamente em Gaia. O problema é que a cultura civilizatória atual baseada em diversos pressupostos de apartação, combate, dominação da natureza que muito deve a uma visão mitológica de um mundo celestial melhor do que este em que estamos, levando em consequência a visão de um mundo morto e mecânico, que deve ser analisa e utilizado apenas.
Talvez a necessidade de construirmos sustentabilidade em nossas sociedades passa por sermos acolhidos em Gaia, por sermos realmente necessários para a comunidade biológica e não apenas parasitas, sem negociar a "humanização da alma do mundo", mas isto requer que aceitemos fazer parte de um universo complexo e vivo ao qual devemos cuidado e respeito. Para isto devemos privilegiar as tecnologias brandas e inteligentes. Sobre isso o José Lutzenberger contribuiu bastante.
Eu mesmo fiquei pasmado com o desaparecimento súbito das abelhas nos EUA, as abelhas Apis - quase não existem mais nativas lá. Não sabem ainda as razões mas desconfiam da transgenia. Gaia é muito complexa sendo que lidar com a complexidade exige muito mais cuidado para evitar-se erros.
Acredito que algo interessante que está surgindo é a extrapolação das idéias da Permacultura para a construção de sociedades sutentáveis. Um dos Criadores do conceito, David Holmgren está no Brasil esta semana.
Enviado por: Márcio (14/05/2007 08:57)
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Coincidentemente acabo de ler os dois, e depois de ter visto 3 vezes o DVD do Al Gore, cada vez mais me sinto tranquilo sobre a necessidade de ação em defesa do planeta, e isso inclui o comportamento democrático,mas sobretudo, o bom senso e a parcimônia. Nada de apocalipse, nós sempre inventaremos uma saída! Sugiro a leitura de "A Natureza das Economias" de Jane Jacobs: um excelente contraponto entre o extremismo ambientalista e o otimismo científico.
Enviado por: Paulo Araújo (10/06/2007 09:16)
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estou fazendo um trabalho de escola quero saber como evitar o aquecimento global?
Enviado por: dniella (29/09/2007 13:19)
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Estou em fase final de minha monografia. onde posso encontrar leituras do tipo exageros sobre aquecimento global? disponíveis na internet
Enviado por: Emerson (30/09/2007 14:03)
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A mídia nas últimas décadas tem se empenhado em deixar a população mundial sempre em estado de alerta, como se o fim do mundo estivesse sempre próximo , foi assim com a gerra fria nos anos 70, a bomba atômica no inicio dos anos 80, o terror vindo do oriente médio através de Saddam em meados dos anos 90, depois o terrorismo e Bim Ladem, agora o vilão causador do fim do mundo é o aquecimento global provocado supostamente pelo homem e tendo como garoto propaganda o ex-vice presidente dos EUA All Gore, curiosamente pais que não assinou o protocolo de quioto.
O Canal 4 da televisão britânica levou o documentário "A grande fraude do aquecimento global". Dirigido pelo Martin Durkin, o documentário é uma das mais devastadoras denúncias já feitas sobre a falta de base científica do catastrofismo que tem caracterizado as discussões sobre as mudanças climáticas e os temas ambientais em geral.
Contando com a participação de cientistas de escol, o filme deixa claro que as variações de temperatura observadas desde meados do século XIX são perfeitamente compatíveis com os ciclos naturais registrados ao longo da história do planeta. Durkin está satisfeito e otimista com a enorme repercussão do trabalho, que tem sido apontado como um poderoso contraponto ao documentário sensacionalista Uma verdade inconveniente, protagonizado pelo ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore.Segundo ele, "você pode ver os problemas com a ciência do aquecimento global, mas as pessoas simplesmente não acreditam em você – levou dez anos para conseguir realizar isso. Mas eu acho que ele irá passar à história como o primeiro capítulo de uma nova era do relacionamento entre os cientistas e a sociedade. Hoje, os cientistas legítimos – gente com qualificações – são os bandidos".
Um dos cientistas entrevistados, o paleoclimatologista canadense Ian Clark, mostra que, ao contrário do que sugere a tese catastrofista, os períodos de aquecimento na história da Terra antecedem em cerca de oito séculos os aumentos da concentração de dióxido de carbono na atmosfera. Embora os recentes aumentos no CO2 atmosférico sejam de origem antropogênica, ele afirma que não há qualquer evidência de que eles sejam responsáveis pelos aumentos de temperatura.
Outros cientistas ressaltaram que a maior parte do aquecimento recente ocorreu antes de 1940, antes da grande expansão econômica do pós-guerra, período em que as temperaturas estavam caindo, só voltando a subir na segunda metade da década de 1970.
Enviado por: Humberto orcy da Silva (11/10/2007 16:11)
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Aquece ou arrefece?
Um pouco de história. Na rubrica “Danger” de quase todos os media, podem-se encontrar notícias como estas:
The Globe Is Cooling
- New York Times, February 24, 1895: "Geologists Think the World May Be Frozen Up Again."
- New York Times, October 7, 1912: "Prof. Schmidt Warns Us of an Encroaching Ice Age."
- Los Angeles Times, October 7, 1912: "Fifth ice age is on the way. Human race Will have to fight for its existence against cold."
- Chicago Tribune, August 9, 1923: "Scientist says Arctic ice will wipe out Canada."
- Washington Post, August 10, 1923: "Ice Age Coming Here."
- Los Angeles Times, April 6, 1924: "If these things be true, it is evident, therefore that we must be just teetering on an ice age."
The Globe Is Warming
- Los Angeles Times, March 11, 1929: "Most geologists think the world is growing warmer, and that it will continue to get warmer."
- Chicago Daily Tribune, November 6, 1939: "Chicago is in the front rank of thousands of cities [throughout] the world which have been affected by a mysterious trend toward warmer climate in the last two decades."
- New York Times, August 10, 1952: "We have learned that the world has been getting warmer in the last half century."
- New York Times, 1953: "Nearly all the great ice sheets are in retreat."
- U.S. News & World Report, January 8, 1954: "Winters are getting milder, summers drier. Glaciers are receding, deserts growing."
- New York Times, February 15, 1959: "Arctic Findings in Particular Support Theory of Rising Global Temperatures."
- New York Times, February 20, 1969: "The Arctic pack ice is thinning and [...] the ocean at the North Pole may become an open sea within a decade or two."
The Globe Is Cooling
- Science News, November 15, 1969: "How long the current cooling trend continues is one of the most important problems of our civilization."
- Washington Post, January 11, 1970: "Get a good grip on your long johns, cold weather haters -- the worst may be yet to come." O artigo era intitulado "Colder Winters Herald Dawn of New Ice Age."
- New York Times, December 29, 1974: "Present climate change [will result in] mass deaths by starvation and probably in anarchy and violence."
- Christian Science Monitor, 1974: "The North Atlantic is cooling down about as fast as an ocean can cool."
- Newsweek, April 28, 1975: "The drop in food output [as a result of climate change] could begin quite soon, perhaps only ten years from now. [...] The central fact is the earth's climate seems to be cooling down."
- New York Times, 1975: "A Major Cooling Widely Considered Being Inevitable."
- Science News, 1975: "The cooling since 1940 has been large enough and consistent enough that it will not soon be reversed."
- New Scientist, 1975: "The threat of a new ice age must now stand alongside nuclear war as a likely source of wholesale death and misery for mankind."
- New York Times, 1976: "The cooling has already killed hundreds of thousands of people in poor nations."
The Globe Is Warming
- New York Times, August 22, 1981: "Global warming of an almost unprecedented magnitude is predicted."
- Washington Post, January 18, 2006: "Rising temperatures could, literally, alter the fundamentals of life on the planet."
- Time, March 26, 2006: "Polar Ice Caps Are Melting Faster Than Ever . . . More and More; Land is Being Devastated by Drought . . . Rising Waters Are Drowning Low Lying Communities . . . By Any Measure, Earth Is at the Tipping Point; The climate is crashing, and global warming is to blame."
A angústia é o melhor produto vendido pelos media, tanto embrulhada com o frio como com o calor. Adivinha: - Quando começa a arrefecer? Em 2010? Em 2015? Em 2020? Em 2025?
O tempo dará a resposta devida. O mainstream projecta somente calor até 2100. Apoia-se na hipótese (que nem sequer é uma teoria) exclusiva de ser humana a responsabilidade da variabilidade do clima.
Para o IPCC não existe frio. Mas existem pontos de vista alternativos que prevêem o aparecimento de uma fase fria (bem) antes do fim do século. Somente o tempo revelará de que lado está a verdade.
Fonte:
http://mitos-climaticos.blogspot.com/
Enviado por: Azul (19/12/2007 11:28)
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CONTRA A TESE DO AQUECIMENTO GLOBAL ANTROPOGÊNICO
É certo que o "consenso científico" é MENTIRA:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/02/374113.shtml
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=48404
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5869
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5930
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5953
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5972
É certo que cientistas que não creem no aquecimento global antropogênico foram falsamente citados como defensores dele:
http://resistir.info/climatologia/lindzen_rev2.html
É certo que os dados históricos sobre CO2 foram manipulados pelo IPCC:
http://portugues.larouchepub.com/outrosartigos/2007/0302_baixo_de_gore.html
É certo que o IPCC utilizou métodos duvidosos para refazer um gráfico histórico de temperatura:
http://resistir.info/climatologia/falsificacao_da_historia_climatica.html
É certo que os "verdes" tem usado sistematicamente de exageros e invencionices para obter poder político:
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5988
Se quiser mais informações, digite no google: fraude (ou farsa) aquecimento global
Enviado por: Azul (19/12/2007 11:29)
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LEIA AÍ...TEM 2 TESES SOBRE AQUECIMENTO
Enviado por: kappa (22/12/2008 00:06)
http://augustodefranco.locaweb.com.br/outros_textos_comments.php?id=73_0_3_0_C
Dois livros sobre o aquecimento global
Augusto de Franco (19/03/07 15:20)
Comprei e estou lendo dois livros alarmantes: o "Gaia: cura para um planeta doente" (São Paulo: Cultrix, 2006) de James Lovelock (tradução de "Gaia: medicine for an ailing planet". London: Gaia Books, 1991); e o "Uma verdade inconveniente - O que devemos saber (e fazer) sobre o aquecimento global" (São Paulo: Manole, 2006) de Al Gore (tradução de "An inconvenient truth - The planetary emergency of global warming and what we can do about it"). Coloco aqui uma pequena reflexão sobre o primeiro.
>>>
O primeiro é um texto científico (polêmico, controverso) de fronteira; o segundo é mais uma espécie de Power Point de sensibilização para o tema. Ambos são interessantes. A tese de Lovelock (que nada tem a ver com o novo "fundamentalismo verde") é a de que uma parte de Gaia, composta pelo "restante da criação... moverá inconscientemente a própria Terra para um novo estado, um estado no qual nós, seres humanos, poderemos não mais ser bem-vindos".
Sou um admirador de Lovelock. Sua hipótese Gaia (em co-autoria com Lynn Margulis) - a de que "a vida ou a biosfera regula ou mantém o clima e a composição atmosférica em um nível ideal para si mesma" - tem um enorme potencial heurístico, embora tenha levado a conclusões que não podem ser autorizadas pela ciência (e. g. a todas aquelas que atribuem um propósito à auto-regulação planetária). Mas ainda estou em dúvida sobre os juízos políticos que Lovelock deriva de uma espécie de determinismo biológico fatal. É assim que, num prefácio de 2004, ele faz um apelo a todos os ambientalistas, "para que ponham de lado os seus temores sem fundamento [por exemplo, em relação ao progresso científico-técnico na sintetização de alimentos ou na utilização da energia nuclear] e a sua obsessão exclusiva em relação aos direitos humanos" [e isso é uma conclusão, digamos, pelo menos temerária, em um tipo de civilização como o que vivemos]. "Sejamos corajosos o bastante - exorta Lovelock - para reconhecer que a verdadeira ameaça provém dos danos que causamos ao ser vivo que é a Terra, da qual fazemos parte, e que é realmente o nosso lar". Sim, mas essa não é a única "verdadeira ameaça"; estamos diante de várias outras ameaças, que não podem ser consideradas como não-tão-verdadeiras.
Lovelock endossa as palavras do cientista-chefe, Sir David King, o qual declarou, no início de 2004, nos Estados Unidos, "que o aquecimento global é uma ameaça maior do que o terrorismo". Talvez até seja. Mas isso não pode desviar nossa atenção das ameaças à democracia e ao desenvolvimento humano e social sustentável que são tão verdadeiras e tão presentes quanto a ameaça do aquecimento do planeta.
Não é uma questão de comparar os riscos. É claro que o desaparecimento da espécie humana anula todas as preocupações humanas. Mas de certo modo, algum dia, a nossa espécie desaparecerá: pelo menos neste planeta, com a extinção do sol; ou neste universo, com o "Big Crunch". Ocorre que penso que estamos construindo um mundo humano, que tem como base o mundo natural (Gaia, na visão de Lovelock) mas que não é conseqüência do mundo natural. A tentativa humana de humanizar o mundo (ou de humanizar a "alma do mundo") é uma espécie de segunda criação... Para quem pensa assim, a vida é um valor principal, mas não o único: os padrões de convivência social, além da vida (biológica), também constituem um valor inegociável, quero dizer, um valor que não pode ser trocado pelo primeiro.
Em outras palavras, não podemos esquecer tudo - sobretudo a democracia e o desenvolvimento - para nos dedicar agora somente a tentar retardar o desaparecimento biológico da espécie. Não vale ser salvo da destruição para viver num mundo desumanizante. Assim, penso que temos que cuidar das duas coisas, simultaneamente.
Comentários
Recomendo também o recem traduzido Vingança de Gaia de James Lovelock da editora Intrínseca. Apenas iniciei a leitura.
Quem sabe possamos ultrapassar agora, após este alarme, a "religião do crescimento".
Enviado por: Márcio (14/05/2007 08:28)
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Após a leitura dos comentários sobre a leitura do texto, sem dúvida acredito que hoje é muito mais necessário do que antes que construamos um desenvolvimento que insira-se harmoniosamente em Gaia. O problema é que a cultura civilizatória atual baseada em diversos pressupostos de apartação, combate, dominação da natureza que muito deve a uma visão mitológica de um mundo celestial melhor do que este em que estamos, levando em consequência a visão de um mundo morto e mecânico, que deve ser analisa e utilizado apenas.
Talvez a necessidade de construirmos sustentabilidade em nossas sociedades passa por sermos acolhidos em Gaia, por sermos realmente necessários para a comunidade biológica e não apenas parasitas, sem negociar a "humanização da alma do mundo", mas isto requer que aceitemos fazer parte de um universo complexo e vivo ao qual devemos cuidado e respeito. Para isto devemos privilegiar as tecnologias brandas e inteligentes. Sobre isso o José Lutzenberger contribuiu bastante.
Eu mesmo fiquei pasmado com o desaparecimento súbito das abelhas nos EUA, as abelhas Apis - quase não existem mais nativas lá. Não sabem ainda as razões mas desconfiam da transgenia. Gaia é muito complexa sendo que lidar com a complexidade exige muito mais cuidado para evitar-se erros.
Acredito que algo interessante que está surgindo é a extrapolação das idéias da Permacultura para a construção de sociedades sutentáveis. Um dos Criadores do conceito, David Holmgren está no Brasil esta semana.
Enviado por: Márcio (14/05/2007 08:57)
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Coincidentemente acabo de ler os dois, e depois de ter visto 3 vezes o DVD do Al Gore, cada vez mais me sinto tranquilo sobre a necessidade de ação em defesa do planeta, e isso inclui o comportamento democrático,mas sobretudo, o bom senso e a parcimônia. Nada de apocalipse, nós sempre inventaremos uma saída! Sugiro a leitura de "A Natureza das Economias" de Jane Jacobs: um excelente contraponto entre o extremismo ambientalista e o otimismo científico.
Enviado por: Paulo Araújo (10/06/2007 09:16)
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estou fazendo um trabalho de escola quero saber como evitar o aquecimento global?
Enviado por: dniella (29/09/2007 13:19)
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Estou em fase final de minha monografia. onde posso encontrar leituras do tipo exageros sobre aquecimento global? disponíveis na internet
Enviado por: Emerson (30/09/2007 14:03)
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A mídia nas últimas décadas tem se empenhado em deixar a população mundial sempre em estado de alerta, como se o fim do mundo estivesse sempre próximo , foi assim com a gerra fria nos anos 70, a bomba atômica no inicio dos anos 80, o terror vindo do oriente médio através de Saddam em meados dos anos 90, depois o terrorismo e Bim Ladem, agora o vilão causador do fim do mundo é o aquecimento global provocado supostamente pelo homem e tendo como garoto propaganda o ex-vice presidente dos EUA All Gore, curiosamente pais que não assinou o protocolo de quioto.
O Canal 4 da televisão britânica levou o documentário "A grande fraude do aquecimento global". Dirigido pelo Martin Durkin, o documentário é uma das mais devastadoras denúncias já feitas sobre a falta de base científica do catastrofismo que tem caracterizado as discussões sobre as mudanças climáticas e os temas ambientais em geral.
Contando com a participação de cientistas de escol, o filme deixa claro que as variações de temperatura observadas desde meados do século XIX são perfeitamente compatíveis com os ciclos naturais registrados ao longo da história do planeta. Durkin está satisfeito e otimista com a enorme repercussão do trabalho, que tem sido apontado como um poderoso contraponto ao documentário sensacionalista Uma verdade inconveniente, protagonizado pelo ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore.Segundo ele, "você pode ver os problemas com a ciência do aquecimento global, mas as pessoas simplesmente não acreditam em você – levou dez anos para conseguir realizar isso. Mas eu acho que ele irá passar à história como o primeiro capítulo de uma nova era do relacionamento entre os cientistas e a sociedade. Hoje, os cientistas legítimos – gente com qualificações – são os bandidos".
Um dos cientistas entrevistados, o paleoclimatologista canadense Ian Clark, mostra que, ao contrário do que sugere a tese catastrofista, os períodos de aquecimento na história da Terra antecedem em cerca de oito séculos os aumentos da concentração de dióxido de carbono na atmosfera. Embora os recentes aumentos no CO2 atmosférico sejam de origem antropogênica, ele afirma que não há qualquer evidência de que eles sejam responsáveis pelos aumentos de temperatura.
Outros cientistas ressaltaram que a maior parte do aquecimento recente ocorreu antes de 1940, antes da grande expansão econômica do pós-guerra, período em que as temperaturas estavam caindo, só voltando a subir na segunda metade da década de 1970.
Enviado por: Humberto orcy da Silva (11/10/2007 16:11)
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Aquece ou arrefece?
Um pouco de história. Na rubrica “Danger” de quase todos os media, podem-se encontrar notícias como estas:
The Globe Is Cooling
- New York Times, February 24, 1895: "Geologists Think the World May Be Frozen Up Again."
- New York Times, October 7, 1912: "Prof. Schmidt Warns Us of an Encroaching Ice Age."
- Los Angeles Times, October 7, 1912: "Fifth ice age is on the way. Human race Will have to fight for its existence against cold."
- Chicago Tribune, August 9, 1923: "Scientist says Arctic ice will wipe out Canada."
- Washington Post, August 10, 1923: "Ice Age Coming Here."
- Los Angeles Times, April 6, 1924: "If these things be true, it is evident, therefore that we must be just teetering on an ice age."
The Globe Is Warming
- Los Angeles Times, March 11, 1929: "Most geologists think the world is growing warmer, and that it will continue to get warmer."
- Chicago Daily Tribune, November 6, 1939: "Chicago is in the front rank of thousands of cities [throughout] the world which have been affected by a mysterious trend toward warmer climate in the last two decades."
- New York Times, August 10, 1952: "We have learned that the world has been getting warmer in the last half century."
- New York Times, 1953: "Nearly all the great ice sheets are in retreat."
- U.S. News & World Report, January 8, 1954: "Winters are getting milder, summers drier. Glaciers are receding, deserts growing."
- New York Times, February 15, 1959: "Arctic Findings in Particular Support Theory of Rising Global Temperatures."
- New York Times, February 20, 1969: "The Arctic pack ice is thinning and [...] the ocean at the North Pole may become an open sea within a decade or two."
The Globe Is Cooling
- Science News, November 15, 1969: "How long the current cooling trend continues is one of the most important problems of our civilization."
- Washington Post, January 11, 1970: "Get a good grip on your long johns, cold weather haters -- the worst may be yet to come." O artigo era intitulado "Colder Winters Herald Dawn of New Ice Age."
- New York Times, December 29, 1974: "Present climate change [will result in] mass deaths by starvation and probably in anarchy and violence."
- Christian Science Monitor, 1974: "The North Atlantic is cooling down about as fast as an ocean can cool."
- Newsweek, April 28, 1975: "The drop in food output [as a result of climate change] could begin quite soon, perhaps only ten years from now. [...] The central fact is the earth's climate seems to be cooling down."
- New York Times, 1975: "A Major Cooling Widely Considered Being Inevitable."
- Science News, 1975: "The cooling since 1940 has been large enough and consistent enough that it will not soon be reversed."
- New Scientist, 1975: "The threat of a new ice age must now stand alongside nuclear war as a likely source of wholesale death and misery for mankind."
- New York Times, 1976: "The cooling has already killed hundreds of thousands of people in poor nations."
The Globe Is Warming
- New York Times, August 22, 1981: "Global warming of an almost unprecedented magnitude is predicted."
- Washington Post, January 18, 2006: "Rising temperatures could, literally, alter the fundamentals of life on the planet."
- Time, March 26, 2006: "Polar Ice Caps Are Melting Faster Than Ever . . . More and More; Land is Being Devastated by Drought . . . Rising Waters Are Drowning Low Lying Communities . . . By Any Measure, Earth Is at the Tipping Point; The climate is crashing, and global warming is to blame."
A angústia é o melhor produto vendido pelos media, tanto embrulhada com o frio como com o calor. Adivinha: - Quando começa a arrefecer? Em 2010? Em 2015? Em 2020? Em 2025?
O tempo dará a resposta devida. O mainstream projecta somente calor até 2100. Apoia-se na hipótese (que nem sequer é uma teoria) exclusiva de ser humana a responsabilidade da variabilidade do clima.
Para o IPCC não existe frio. Mas existem pontos de vista alternativos que prevêem o aparecimento de uma fase fria (bem) antes do fim do século. Somente o tempo revelará de que lado está a verdade.
Fonte:
http://mitos-climaticos.blogspot.com/
Enviado por: Azul (19/12/2007 11:28)
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CONTRA A TESE DO AQUECIMENTO GLOBAL ANTROPOGÊNICO
É certo que o "consenso científico" é MENTIRA:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/02/374113.shtml
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=48404
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5869
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5930
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5953
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5972
É certo que cientistas que não creem no aquecimento global antropogênico foram falsamente citados como defensores dele:
http://resistir.info/climatologia/lindzen_rev2.html
É certo que os dados históricos sobre CO2 foram manipulados pelo IPCC:
http://portugues.larouchepub.com/outrosartigos/2007/0302_baixo_de_gore.html
É certo que o IPCC utilizou métodos duvidosos para refazer um gráfico histórico de temperatura:
http://resistir.info/climatologia/falsificacao_da_historia_climatica.html
É certo que os "verdes" tem usado sistematicamente de exageros e invencionices para obter poder político:
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5988
Se quiser mais informações, digite no google: fraude (ou farsa) aquecimento global
Enviado por: Azul (19/12/2007 11:29)
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LEIA AÍ...TEM 2 TESES SOBRE AQUECIMENTO
Enviado por: kappa (22/12/2008 00:06)
Retirado destes links:
http://super.abril.com.br/revista/239/materia_revista_231035.shtml?pagina=1
http://super.abril.com.br/revista/239/materia_revista_231035.shtml?pagina=2
http://super.abril.com.br/revista/239/materia_revista_231035.shtml?pagina=3
http://super.abril.com.br/revista/239/materia_revista_231035.shtml?pagina=4
http://super.abril.com.br/revista/239/materia_revista_231035.shtml?pagina=5
http://super.abril.com.br/revista/239/materia_revista_231035.shtml?pagina=6
Verdades (in)convenientes
Texto Pedro Burgos
Ilustrações Hare
Edição Marcos Nogueira
Ninguém escapa dele, esteja em São Paulo, na Amazônia, na China ou na Antártida. O aquecimento global - estamos falando do assunto, não do fenômeno climático - saiu há mais ou menos duas décadas dos fechados círculos acadêmicos para ganhar a atenção de ativistas, da imprensa e de pessoas de qualquer grau de instrução.
Parte da culpa é do ex-vice-presidente americano Al Gore, que aborda a questão de maneira clara e direta em seu documentário Uma Verdade Inconveniente. Mas a faísca que incendiou de vez os debates de boteco sobre aquecimento global foi a estrondosa divulgação do quarto relatório (AR4) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças
Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), órgão das Nações Unidas que reuniu cientistas e políticos de 116 nações para analisar o tema. Ele criou, com base em 5 anos de pesquisa, o que é quase impossível na ciência: um consenso. Pelo menos aos olhos do público.
Com que virtualmente todo mundo concorda: o mundo está realmente ficando mais quente. Desde 1850, quando começaram a medir de maneira mais confiável a temperatura, não víamos os termômetros marcar números tão altos. Ondas de calor, furacões mais intensos e derretimento das geleiras nos pólos são alguns resultados desse aquecimento já percebidos - que devem se agravar, pelas projeções dos cientistas do IPCC apresentadas em abril na segunda parte do AR4. (O relatório é divulgado em 3 etapas: uma trata das causas científicas do fenômeno, outra faz projeções e a terceira aborda medidas para mitigar, ou suavizar, a curva de aquecimento.)
Se o aquecimento é uma certeza, sobram dúvidas e opiniões conflitantes em quase tudo o que diz respeito a ele. O que exatamente está fazendo o planeta aquecer tanto? Qual é o impacto real das ações humanas? O que acontecerá no futuro? Que atitudes precisamos tomar agora?
Existe mesmo um consenso?
O IPCC diz que é "muito provável" que a elevação acelerada da temperatura na Terra nos últimos anos (0,13 °C por década) seja resultado da ação humana. O motivo, pela teoria amplamente aceita, é que nós lançamos CO2, CFC, metano e outros gases na atmosfera. Esses gases compõem um tipo de manto, que retém a radiação solar que normalmente seria refletida de volta ao espaço. É o chamado efeito estufa (que não é essencialmente mau, pois sem ele a temperatura média seria 30 °C mais baixa que hoje, impossibilitando a vida).
Bem antes de o homem aparecer no pedaço, esses gases já eram produzidos pela decomposição de seres mortos, vulcões, queimadas espontâneas e outros fenômenos. O problema, dizem os cientistas, é que estamos lançando CO2 demais na atmosfera, aumentando o efeito estufa e aquecendo o planeta. Os reponsáveis por esse estrago todo seriam a queima de petróleo e carvão, a destruição de florestas e a pecuária extensiva (sim, são as flatulências bovinas).
As tais emissões antropogênicas, nome que os cientistas dão para a nossa interferência na atmosfera, aumentaram muito desde a Revolução Industrial, no século 18. A concentração de CO2 na atmosfera quase duplicou: de 200 ppm (partes por milhão) para 383 ppm. Essa é a principal causa do aquecimento global, do ponto de vista dominante entre os cientistas que elaboraram o AR4.
Mas há um grupo de cientistas, conhecidos genericamente por céticos, que desconfia da tese que aponta o homem como o principal vilão: para vários deles, essa variação na concentração de CO2, apesar de grande, não seria suficiente para explicar a maior parte das mudanças climáticas, como faz o IPCC. "Partes por milhão", como o nome diz, é coisa pouca em relação ao todo.
Na prática, a poluição humana mexeu em menos de meio por cento da composição atmosférica nesses 150 anos. Para os céticos, as alterações climáticas são comuns na história do planeta, e causas naturais, como variantes na atividade solar, atividade vulcânica e correntes marítimas, que foram responsáveis por mudanças no passado, continuariam sendo as maiores responsáveis hoje. Do outro lado, os cientistas do consenso dizem que a atmosfera sempre esteve num equilíbrio muito sensível e tênue, e qualquer alteração, por mínima que aparente ser, provoca reações em cadeia e pode acarretar mudanças drásticas e mais aceleradas no clima.
Testes de laboratório mostram que uma variação pequena na quantidade de CO2 da atmosfera seria efetivamente suficiente para causar um aumento na temperatura, e modelos cada vez mais apurados indicam uma relação diretamente proporcional entre o aumento dos gases do efeito estufa e a intensificação do aquecimento.
Ponto para o consenso. Mas esse não é um argumento vencedor para os céticos, que afirmam que testes de laboratório dificilmente conseguem prever outras variáveis para o equilíbrio da temperatura na Terra, como as nuvens e a radiação solar. "Sempre mostramos que existe uma variabilidade natural do clima. Sem medo de exagerar, é possível dizer que o clima da Terra é o resultado de tudo que acontece no Universo - a radiação solar e até a explosão de uma estrela milhões de anos atrás pode mudar a temperatura aqui", afirma o climatologista Luis Carlos Molion, da UFAL, um dos brasileiros que defendem com mais ardor a bandeira dos céticos.
Pesquisas indicando o aumento na temperatura de Júpiter, Marte e Plutão nos últimos anos dão força à tese de que o aquecimento na Terra seja resultado da maior atividade solar nos últimos 1 000 anos. E a discussão esquenta ainda mais quando o lobby cético saca da manga indícios de que um período de aquecimento global na Idade Média, por volta do ano 1000, foi mais severo que o de hoje.
Paulo Artaxo, climatologista da USP, que participou do relatório do IPCC, joga água fria nos argumentos ardentes dos céticos. Para ele, essas alegações estão ultrapassadas. O último grande estudo sobre a radiação solar, por exemplo, já tem 16 anos, sofreu muitas críticas e foi invalidado por vários centros de pesquisa desde então - apesar de citado até hoje como um dos mais fortes argumentos contra a causa humana. O AR4 define que o Sol tem apenas 7% da responsabilidade pelo aquecimento em curso.
Artaxo diz que o consenso sobre a culpa do homem é quase inabalável. "Não há 100% de certeza porque não existe isso em ciência", afirma. "Mas tudo que contribui para a mudança da temperatura foi pesado e atribuído no relatório, e passado por um escrutínio enorme e rigorosíssimo."
O que vai acontecer, então?
Se os céticos em relação às causas do aquecimento global são minoria, não faltam cientistas com um pé atrás em relação às previsões sobre os impactos das mudanças climáticas. Este ano, acompanhando os relatórios do IPCC, chegou ao público uma quantidade enorme de informações alarmistas - e muitas vezes conflitantes. Jornais e revistas trouxeram montagens com grandes cidades debaixo d'água, número de pessoas afetadas pela seca e fome, espécies de animais em extinção e todo tipo de cenário apocalíptico.
Parte do pessimismo tem razão de ser: o CO2 lançado na atmosfera nos últimos séculos ficará lá por mais de 100 anos; O CFC, poluente relacionado a sprays e geladeiras, demora mais de 1 milhão de anos para se dissipar. Então, mesmo que parássemos milagrosamente de poluir agora, enfrentaríamos as conseqüências neste século (considerando verdadeira, é claro, a hipótese de que esses gases são os principais vilões).
Entretanto, uma leitura atenta do levantamento da ONU mostra que ele é cauteloso ao trazer uma escala de confiabilidade de cada projeção, além de considerar diversos cenários possíveis. Ninguém lerá no relatório que um número específico de espécies será extinto, como chegou a ser dito na imprensa. Sobre isso, o AR4 diz que "aproximadamente de 20 a 30% das espécies de animais e plantas estudadas provavelmente estarão em um risco de extinção maior se a temperatura exceder 1,5 a 2,5 °C no próximo século".
"Acho que o público e a imprensa já estão à frente da ciência em termos de previsões catastróficas, fazendo conexões que ainda não estão nos dados", afirmou o britânico Martin Parry, co-presidente do grupo de trabalho que apresentou a segunda parte do relatório do IPCC. Parry e boa parte da comunidade científica receiam que o bombardeio de anúncios apocalípticos, que inicialmente seria positivo por chamar a atenção da população para o problema, possa acarretar insensibilidade por superexposição.
Para fazer as previsões, os cientistas inserem o maior número de variáveis possíveis em modelos matemáticos que rodam em supercomputadores, projetando o comportamento esperado do clima com base em dados climáticos do passado. Para o relatório do IPCC, foram usados mais de 20 modelos - todos tinham resultados diferentes, alguns com uma discrepância razoável. "As incertezas são muito grandes, os modelos são reconstruções não instrumentais, funcionam mais como indicadores. Ainda temos dúvidas em relação ao passado", afirma José Marengo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Após uma palestra de apresentação dos dados do IPCC na USP, em abril, o geó grafo Aziz Ab' Saber fez duras críticas justamente à falta de dados sobre o passado climático da Terra. "Já houve um período naturalmente quente, o Ótimo Climático, entre 5 000 e 6 000 anos atrás, quando aconteceu a retropicalização do Brasil", afirmou. "O mar chegou a subir quase 3 metros, as correntes marítimas mudaram. Se não considerarmos isso, não podemos dizer que vai ser maléfico para a Amazônia."
Um dos 4 brasileiros a participar do painel da ONU, o climatologista Carlos Nobre, também do Inpe, não desaprova o escarcéu midiático. Ele pensa que as previsões são, muitas vezes, catastróficas de fato. "Uma pesquisa entre cientistas da área feita pela revista Nature perguntou qual era a probabilidade do derretimento completo das geleiras da Groenlândia nos próximos 100 anos. Cerca de 10% dos entrevistados acreditam nessa hipótese", disse. Nobre reconhece que o número é baixo, mas o julga importante demais para ser descartado porque, se 90% dos especialistas estiverem errados, 100% da humanidade estará numa enorme encrenca. "É por isso que devemos ter precaução máxima. Senão, corremos o risco de passar o ponto de não retorno."
As pesquisas são neutras?
Discordâncias e incertezas na ciência são normais e saudáveis, afinal é isso que move as descobertas. Mas alguns defendem que, no caso do aquecimento global, há mais em jogo que simples pontos de vista diferentes. Muito se falou, não raro com razão, que a indústria do petróleo financiava os céticos. Em 1998, o Instituto Americano do Petróleo (API), poderosa organização que congrega as maiores empresas do ramo nos EUA, tentou arregimentar cientistas que pudessem ir a público e falar das falhas das teorias sobre as causas do aquecimento global. O jornal The New York Times descobriu a tramóia e os céticos começaram a ser vistos com desconfiança.
Por outro lado, seria injustiça dizer que todos os negacionistas sejam vendidos, como os tacha a maioria dos cientistas que defendem a hipótese antropogênica. "Aquecimento global virou uma religião. Falar algo contra a corrente dominante virou heresia", afirma Nigel Calder, ex-editor da revista New Scientist, ele mesmo um "herege" assumido. Calder é um dos principais personagens do documentário The Great Global Warming Swindle ("A Grande Farsa do Aquecimento Global", inédito no Brasil, mas que você vê no site da Super), que foi ao ar na TV inglesa em março. O filme defende uma tese controversa: da mesma maneira que há empresas interessadas em negar o impacto da poluição humana na mudança climática - como as de petróleo, carvão e automóveis -, há pessoas, empresas e grupos de pressão que não se dariam mal com a histeria em torno do aquecimento global.
Essas seriam, diz o documentário, as diversas ongs ambientalistas, que receberiam mais fundos, os países que vendem tecnologias de geração de energia renovável (como alguns da Europa) e lucrariam com a substituição das fontes de energia, e, principalmente, cientistas que estão sendo atraídos para o tema por causa de abundantes linhas de financiamento para pesquisas na área.
A tese tem alguma base. Segundo Carlos Nobre, cresceram os fundos para estudos sobre mudanças climáticas, mas por uma razão trivial. "Existe uma percepção de que é um problema sério. Esse consenso tem de aparecer na forma de financiamento", afirma. O climatologista, porém, diz acreditar que há espaço para qualquer teoria.
Richard Lindzen, climatologista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, discorda. No polêmico documentário, ele dispara: "Cientistas que não aceitam o alarmismo têm visto seus fundos desaparecer, seus trabalhos alterados, e eles mesmos são tachados de fantoches da indústria". Como, para o bem e para o mal, o aquecimento é a moda, a coisa acontece no Brasil também. "Se eu disser que vou fazer um estudo para contestar o aquecimento global, dificilmente vou conseguir financiamento", admite Ercília Steinke, professora de Climatologia Geral da UnB. "O cientista tem de seguir o fluxo."
Chris de Freitas, professor de ciência ambiental na Universidade de Auckland, Nova Zelândia, é um dos céticos mais combativos da atualidade. Ainda assim, ele considera benéfica a maior parte dos interesses que movem as causas verdes. "O problema da mudança climática ganhou vida própria", escreveu em um artigo publicado no jornal New Zealand Herald. Segundo ele, além da grana para a pesquisa estão em jogo a qualidade do ar, o consumo de recursos não renováveis, a eficiência energética, a redução da dependência do petróleo estrangeiro, o zelo pelo ambientalismo e a geração de riqueza por taxas ambientais.
O que precisamos (não) fazer?
A sabedoria popular diz que, na dúvida, é melhor prevenir. Então, se há a possibilidade de mudanças climáticas extremas, não temos muito a perder em fazer o mundo menos poluído, certo? A coisa não é tão simples assim. Para
diminuir a emissão de gases poluentes, temos de mudar hábitos, buscar novas formas de energia e substituir as antigas, reciclar o lixo, plantar árvores e outras medidas de mitigação do impacto humano.
O custo disso tudo é difícil de prever. O terceiro relatório do IPCC estima algo entre US$ 78 bilhões e mais de US$ 1 trilhão por ano - o que vem a corresponder a entre 0,2 e 3,5% da soma dos PIBs de todas as nações do mundo.
Vale a pena todo o custo e trabalho? Parece uma pergunta absurda, em se tratando do objetivo (salvar o planeta). Mas um dream team de economistas (alguns Prêmios Nobel) se reuniu há 3 anos com o desafio de eleger quais prioridades a humanidade deve ter na relação custo/benefício. O chamado Consenso de Genebra, como ficou conhecido o grupo, colocou a contenção do aquecimento global atrás de 9 outros desafios prioritários, como diminuição da fome e o combate à malária na África.
Para efeito de comparação, os economistas calcularam em US$ 27 bilhões a despesa para prevenir que o HIV contaminasse 28 milhões de pessoas até 2010 - e os benefícios seriam 4 vezes maiores que o custo. O próprio relatório do IPCC reconhece que os esforços para mitigar o aquecimento global não podem vir desacompanhados de outras políticas públicas. "O equilíbrio entre impactos positivos e negativos para a saúde irá variar de um lugar para outro, e mudará durante o tempo com as temperaturas aumentando", lê-se no AR4, na parte de saúde. "Para enfrentá-los, serão criticamente importantes fatores que diretamente moldam a saúde da população, como educação, campanhas e infra-estrutura de saúde pública e desenvolvimento econômico."
O que muitos dos céticos deixam de levar em consideração, ao calcular o alto custo de frear as emissões de gases poluentes, é a possibilidade de que o gasto seja, na verdade, um investimento. "É possível que os benefícios econômicos excedam os custos da mitigação", diz o terceiro relatório do IPCC, datado de 2001. Geração de energia eólica ou solar, apesar do alto custo de implantação, tende a ser mais barata no futuro.
A produção de carros mais econômicos e utilização de materiais recicláveis nas indústrias já são realidade, e têm trazido economia para grandes empresas. Na Europa, algumas companhias aéreas já oferecem a opção de passagens "verdes", mais caras que as normais, mas que prometem ao passageiro que serão plantadas árvores em quantidade proporcional ao CO2 emitido na viagem. Por enquanto, a iniciativa tem sido um sucesso.
Mas, se as previsões mais sinistras se concretizarem, problemas como a falta d'água e o racionamento de energia provocarão mudanças sensíveis no comportamento das pessoas. "A maneira como consumimos até hoje, com todo esse desperdício, não poderá continuar", avisa Artaxo. "Mas não é o fim do mundo. O ser humano tem condições de enfrentar o problema e conseguirá encontrar maneiras", aposta o professor da USP. E, para que possamos chegar a soluções sensatas tanto para diminuir as emissões de CO2 quanto para nos adaptar às novas condições climáticas, é preciso questionar as "verdades" impostas. É a opinião do escritor, médico e biólogo Michael Crichton, autor do livro Estado de Medo: "A ciência não tem nada a ver com consenso. Consenso é coisa de política. Os maiores cientistas da história são grandes justamente porque desafiaram o consenso".
Para saber mais
www.ipcc.ch
Site do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (em inglês, com relatórios para download).
The Skeptical Environmentalist
Bjorn Lomborg, Cambridge University Press, Inglaterra, 2001.
http://super.abril.com.br/revista/239/materia_revista_231035.shtml?pagina=1
http://super.abril.com.br/revista/239/materia_revista_231035.shtml?pagina=2
http://super.abril.com.br/revista/239/materia_revista_231035.shtml?pagina=3
http://super.abril.com.br/revista/239/materia_revista_231035.shtml?pagina=4
http://super.abril.com.br/revista/239/materia_revista_231035.shtml?pagina=5
http://super.abril.com.br/revista/239/materia_revista_231035.shtml?pagina=6
Verdades (in)convenientes
Texto Pedro Burgos
Ilustrações Hare
Edição Marcos Nogueira
Ninguém escapa dele, esteja em São Paulo, na Amazônia, na China ou na Antártida. O aquecimento global - estamos falando do assunto, não do fenômeno climático - saiu há mais ou menos duas décadas dos fechados círculos acadêmicos para ganhar a atenção de ativistas, da imprensa e de pessoas de qualquer grau de instrução.
Parte da culpa é do ex-vice-presidente americano Al Gore, que aborda a questão de maneira clara e direta em seu documentário Uma Verdade Inconveniente. Mas a faísca que incendiou de vez os debates de boteco sobre aquecimento global foi a estrondosa divulgação do quarto relatório (AR4) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças
Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), órgão das Nações Unidas que reuniu cientistas e políticos de 116 nações para analisar o tema. Ele criou, com base em 5 anos de pesquisa, o que é quase impossível na ciência: um consenso. Pelo menos aos olhos do público.
Com que virtualmente todo mundo concorda: o mundo está realmente ficando mais quente. Desde 1850, quando começaram a medir de maneira mais confiável a temperatura, não víamos os termômetros marcar números tão altos. Ondas de calor, furacões mais intensos e derretimento das geleiras nos pólos são alguns resultados desse aquecimento já percebidos - que devem se agravar, pelas projeções dos cientistas do IPCC apresentadas em abril na segunda parte do AR4. (O relatório é divulgado em 3 etapas: uma trata das causas científicas do fenômeno, outra faz projeções e a terceira aborda medidas para mitigar, ou suavizar, a curva de aquecimento.)
Se o aquecimento é uma certeza, sobram dúvidas e opiniões conflitantes em quase tudo o que diz respeito a ele. O que exatamente está fazendo o planeta aquecer tanto? Qual é o impacto real das ações humanas? O que acontecerá no futuro? Que atitudes precisamos tomar agora?
Existe mesmo um consenso?
O IPCC diz que é "muito provável" que a elevação acelerada da temperatura na Terra nos últimos anos (0,13 °C por década) seja resultado da ação humana. O motivo, pela teoria amplamente aceita, é que nós lançamos CO2, CFC, metano e outros gases na atmosfera. Esses gases compõem um tipo de manto, que retém a radiação solar que normalmente seria refletida de volta ao espaço. É o chamado efeito estufa (que não é essencialmente mau, pois sem ele a temperatura média seria 30 °C mais baixa que hoje, impossibilitando a vida).
Bem antes de o homem aparecer no pedaço, esses gases já eram produzidos pela decomposição de seres mortos, vulcões, queimadas espontâneas e outros fenômenos. O problema, dizem os cientistas, é que estamos lançando CO2 demais na atmosfera, aumentando o efeito estufa e aquecendo o planeta. Os reponsáveis por esse estrago todo seriam a queima de petróleo e carvão, a destruição de florestas e a pecuária extensiva (sim, são as flatulências bovinas).
As tais emissões antropogênicas, nome que os cientistas dão para a nossa interferência na atmosfera, aumentaram muito desde a Revolução Industrial, no século 18. A concentração de CO2 na atmosfera quase duplicou: de 200 ppm (partes por milhão) para 383 ppm. Essa é a principal causa do aquecimento global, do ponto de vista dominante entre os cientistas que elaboraram o AR4.
Mas há um grupo de cientistas, conhecidos genericamente por céticos, que desconfia da tese que aponta o homem como o principal vilão: para vários deles, essa variação na concentração de CO2, apesar de grande, não seria suficiente para explicar a maior parte das mudanças climáticas, como faz o IPCC. "Partes por milhão", como o nome diz, é coisa pouca em relação ao todo.
Na prática, a poluição humana mexeu em menos de meio por cento da composição atmosférica nesses 150 anos. Para os céticos, as alterações climáticas são comuns na história do planeta, e causas naturais, como variantes na atividade solar, atividade vulcânica e correntes marítimas, que foram responsáveis por mudanças no passado, continuariam sendo as maiores responsáveis hoje. Do outro lado, os cientistas do consenso dizem que a atmosfera sempre esteve num equilíbrio muito sensível e tênue, e qualquer alteração, por mínima que aparente ser, provoca reações em cadeia e pode acarretar mudanças drásticas e mais aceleradas no clima.
Testes de laboratório mostram que uma variação pequena na quantidade de CO2 da atmosfera seria efetivamente suficiente para causar um aumento na temperatura, e modelos cada vez mais apurados indicam uma relação diretamente proporcional entre o aumento dos gases do efeito estufa e a intensificação do aquecimento.
Ponto para o consenso. Mas esse não é um argumento vencedor para os céticos, que afirmam que testes de laboratório dificilmente conseguem prever outras variáveis para o equilíbrio da temperatura na Terra, como as nuvens e a radiação solar. "Sempre mostramos que existe uma variabilidade natural do clima. Sem medo de exagerar, é possível dizer que o clima da Terra é o resultado de tudo que acontece no Universo - a radiação solar e até a explosão de uma estrela milhões de anos atrás pode mudar a temperatura aqui", afirma o climatologista Luis Carlos Molion, da UFAL, um dos brasileiros que defendem com mais ardor a bandeira dos céticos.
Pesquisas indicando o aumento na temperatura de Júpiter, Marte e Plutão nos últimos anos dão força à tese de que o aquecimento na Terra seja resultado da maior atividade solar nos últimos 1 000 anos. E a discussão esquenta ainda mais quando o lobby cético saca da manga indícios de que um período de aquecimento global na Idade Média, por volta do ano 1000, foi mais severo que o de hoje.
Paulo Artaxo, climatologista da USP, que participou do relatório do IPCC, joga água fria nos argumentos ardentes dos céticos. Para ele, essas alegações estão ultrapassadas. O último grande estudo sobre a radiação solar, por exemplo, já tem 16 anos, sofreu muitas críticas e foi invalidado por vários centros de pesquisa desde então - apesar de citado até hoje como um dos mais fortes argumentos contra a causa humana. O AR4 define que o Sol tem apenas 7% da responsabilidade pelo aquecimento em curso.
Artaxo diz que o consenso sobre a culpa do homem é quase inabalável. "Não há 100% de certeza porque não existe isso em ciência", afirma. "Mas tudo que contribui para a mudança da temperatura foi pesado e atribuído no relatório, e passado por um escrutínio enorme e rigorosíssimo."
O que vai acontecer, então?
Se os céticos em relação às causas do aquecimento global são minoria, não faltam cientistas com um pé atrás em relação às previsões sobre os impactos das mudanças climáticas. Este ano, acompanhando os relatórios do IPCC, chegou ao público uma quantidade enorme de informações alarmistas - e muitas vezes conflitantes. Jornais e revistas trouxeram montagens com grandes cidades debaixo d'água, número de pessoas afetadas pela seca e fome, espécies de animais em extinção e todo tipo de cenário apocalíptico.
Parte do pessimismo tem razão de ser: o CO2 lançado na atmosfera nos últimos séculos ficará lá por mais de 100 anos; O CFC, poluente relacionado a sprays e geladeiras, demora mais de 1 milhão de anos para se dissipar. Então, mesmo que parássemos milagrosamente de poluir agora, enfrentaríamos as conseqüências neste século (considerando verdadeira, é claro, a hipótese de que esses gases são os principais vilões).
Entretanto, uma leitura atenta do levantamento da ONU mostra que ele é cauteloso ao trazer uma escala de confiabilidade de cada projeção, além de considerar diversos cenários possíveis. Ninguém lerá no relatório que um número específico de espécies será extinto, como chegou a ser dito na imprensa. Sobre isso, o AR4 diz que "aproximadamente de 20 a 30% das espécies de animais e plantas estudadas provavelmente estarão em um risco de extinção maior se a temperatura exceder 1,5 a 2,5 °C no próximo século".
"Acho que o público e a imprensa já estão à frente da ciência em termos de previsões catastróficas, fazendo conexões que ainda não estão nos dados", afirmou o britânico Martin Parry, co-presidente do grupo de trabalho que apresentou a segunda parte do relatório do IPCC. Parry e boa parte da comunidade científica receiam que o bombardeio de anúncios apocalípticos, que inicialmente seria positivo por chamar a atenção da população para o problema, possa acarretar insensibilidade por superexposição.
Para fazer as previsões, os cientistas inserem o maior número de variáveis possíveis em modelos matemáticos que rodam em supercomputadores, projetando o comportamento esperado do clima com base em dados climáticos do passado. Para o relatório do IPCC, foram usados mais de 20 modelos - todos tinham resultados diferentes, alguns com uma discrepância razoável. "As incertezas são muito grandes, os modelos são reconstruções não instrumentais, funcionam mais como indicadores. Ainda temos dúvidas em relação ao passado", afirma José Marengo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Após uma palestra de apresentação dos dados do IPCC na USP, em abril, o geó grafo Aziz Ab' Saber fez duras críticas justamente à falta de dados sobre o passado climático da Terra. "Já houve um período naturalmente quente, o Ótimo Climático, entre 5 000 e 6 000 anos atrás, quando aconteceu a retropicalização do Brasil", afirmou. "O mar chegou a subir quase 3 metros, as correntes marítimas mudaram. Se não considerarmos isso, não podemos dizer que vai ser maléfico para a Amazônia."
Um dos 4 brasileiros a participar do painel da ONU, o climatologista Carlos Nobre, também do Inpe, não desaprova o escarcéu midiático. Ele pensa que as previsões são, muitas vezes, catastróficas de fato. "Uma pesquisa entre cientistas da área feita pela revista Nature perguntou qual era a probabilidade do derretimento completo das geleiras da Groenlândia nos próximos 100 anos. Cerca de 10% dos entrevistados acreditam nessa hipótese", disse. Nobre reconhece que o número é baixo, mas o julga importante demais para ser descartado porque, se 90% dos especialistas estiverem errados, 100% da humanidade estará numa enorme encrenca. "É por isso que devemos ter precaução máxima. Senão, corremos o risco de passar o ponto de não retorno."
As pesquisas são neutras?
Discordâncias e incertezas na ciência são normais e saudáveis, afinal é isso que move as descobertas. Mas alguns defendem que, no caso do aquecimento global, há mais em jogo que simples pontos de vista diferentes. Muito se falou, não raro com razão, que a indústria do petróleo financiava os céticos. Em 1998, o Instituto Americano do Petróleo (API), poderosa organização que congrega as maiores empresas do ramo nos EUA, tentou arregimentar cientistas que pudessem ir a público e falar das falhas das teorias sobre as causas do aquecimento global. O jornal The New York Times descobriu a tramóia e os céticos começaram a ser vistos com desconfiança.
Por outro lado, seria injustiça dizer que todos os negacionistas sejam vendidos, como os tacha a maioria dos cientistas que defendem a hipótese antropogênica. "Aquecimento global virou uma religião. Falar algo contra a corrente dominante virou heresia", afirma Nigel Calder, ex-editor da revista New Scientist, ele mesmo um "herege" assumido. Calder é um dos principais personagens do documentário The Great Global Warming Swindle ("A Grande Farsa do Aquecimento Global", inédito no Brasil, mas que você vê no site da Super), que foi ao ar na TV inglesa em março. O filme defende uma tese controversa: da mesma maneira que há empresas interessadas em negar o impacto da poluição humana na mudança climática - como as de petróleo, carvão e automóveis -, há pessoas, empresas e grupos de pressão que não se dariam mal com a histeria em torno do aquecimento global.
Essas seriam, diz o documentário, as diversas ongs ambientalistas, que receberiam mais fundos, os países que vendem tecnologias de geração de energia renovável (como alguns da Europa) e lucrariam com a substituição das fontes de energia, e, principalmente, cientistas que estão sendo atraídos para o tema por causa de abundantes linhas de financiamento para pesquisas na área.
A tese tem alguma base. Segundo Carlos Nobre, cresceram os fundos para estudos sobre mudanças climáticas, mas por uma razão trivial. "Existe uma percepção de que é um problema sério. Esse consenso tem de aparecer na forma de financiamento", afirma. O climatologista, porém, diz acreditar que há espaço para qualquer teoria.
Richard Lindzen, climatologista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, discorda. No polêmico documentário, ele dispara: "Cientistas que não aceitam o alarmismo têm visto seus fundos desaparecer, seus trabalhos alterados, e eles mesmos são tachados de fantoches da indústria". Como, para o bem e para o mal, o aquecimento é a moda, a coisa acontece no Brasil também. "Se eu disser que vou fazer um estudo para contestar o aquecimento global, dificilmente vou conseguir financiamento", admite Ercília Steinke, professora de Climatologia Geral da UnB. "O cientista tem de seguir o fluxo."
Chris de Freitas, professor de ciência ambiental na Universidade de Auckland, Nova Zelândia, é um dos céticos mais combativos da atualidade. Ainda assim, ele considera benéfica a maior parte dos interesses que movem as causas verdes. "O problema da mudança climática ganhou vida própria", escreveu em um artigo publicado no jornal New Zealand Herald. Segundo ele, além da grana para a pesquisa estão em jogo a qualidade do ar, o consumo de recursos não renováveis, a eficiência energética, a redução da dependência do petróleo estrangeiro, o zelo pelo ambientalismo e a geração de riqueza por taxas ambientais.
O que precisamos (não) fazer?
A sabedoria popular diz que, na dúvida, é melhor prevenir. Então, se há a possibilidade de mudanças climáticas extremas, não temos muito a perder em fazer o mundo menos poluído, certo? A coisa não é tão simples assim. Para
diminuir a emissão de gases poluentes, temos de mudar hábitos, buscar novas formas de energia e substituir as antigas, reciclar o lixo, plantar árvores e outras medidas de mitigação do impacto humano.
O custo disso tudo é difícil de prever. O terceiro relatório do IPCC estima algo entre US$ 78 bilhões e mais de US$ 1 trilhão por ano - o que vem a corresponder a entre 0,2 e 3,5% da soma dos PIBs de todas as nações do mundo.
Vale a pena todo o custo e trabalho? Parece uma pergunta absurda, em se tratando do objetivo (salvar o planeta). Mas um dream team de economistas (alguns Prêmios Nobel) se reuniu há 3 anos com o desafio de eleger quais prioridades a humanidade deve ter na relação custo/benefício. O chamado Consenso de Genebra, como ficou conhecido o grupo, colocou a contenção do aquecimento global atrás de 9 outros desafios prioritários, como diminuição da fome e o combate à malária na África.
Para efeito de comparação, os economistas calcularam em US$ 27 bilhões a despesa para prevenir que o HIV contaminasse 28 milhões de pessoas até 2010 - e os benefícios seriam 4 vezes maiores que o custo. O próprio relatório do IPCC reconhece que os esforços para mitigar o aquecimento global não podem vir desacompanhados de outras políticas públicas. "O equilíbrio entre impactos positivos e negativos para a saúde irá variar de um lugar para outro, e mudará durante o tempo com as temperaturas aumentando", lê-se no AR4, na parte de saúde. "Para enfrentá-los, serão criticamente importantes fatores que diretamente moldam a saúde da população, como educação, campanhas e infra-estrutura de saúde pública e desenvolvimento econômico."
O que muitos dos céticos deixam de levar em consideração, ao calcular o alto custo de frear as emissões de gases poluentes, é a possibilidade de que o gasto seja, na verdade, um investimento. "É possível que os benefícios econômicos excedam os custos da mitigação", diz o terceiro relatório do IPCC, datado de 2001. Geração de energia eólica ou solar, apesar do alto custo de implantação, tende a ser mais barata no futuro.
A produção de carros mais econômicos e utilização de materiais recicláveis nas indústrias já são realidade, e têm trazido economia para grandes empresas. Na Europa, algumas companhias aéreas já oferecem a opção de passagens "verdes", mais caras que as normais, mas que prometem ao passageiro que serão plantadas árvores em quantidade proporcional ao CO2 emitido na viagem. Por enquanto, a iniciativa tem sido um sucesso.
Mas, se as previsões mais sinistras se concretizarem, problemas como a falta d'água e o racionamento de energia provocarão mudanças sensíveis no comportamento das pessoas. "A maneira como consumimos até hoje, com todo esse desperdício, não poderá continuar", avisa Artaxo. "Mas não é o fim do mundo. O ser humano tem condições de enfrentar o problema e conseguirá encontrar maneiras", aposta o professor da USP. E, para que possamos chegar a soluções sensatas tanto para diminuir as emissões de CO2 quanto para nos adaptar às novas condições climáticas, é preciso questionar as "verdades" impostas. É a opinião do escritor, médico e biólogo Michael Crichton, autor do livro Estado de Medo: "A ciência não tem nada a ver com consenso. Consenso é coisa de política. Os maiores cientistas da história são grandes justamente porque desafiaram o consenso".
Para saber mais
www.ipcc.ch
Site do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (em inglês, com relatórios para download).
The Skeptical Environmentalist
Bjorn Lomborg, Cambridge University Press, Inglaterra, 2001.
Retirado deste link: http://opiniaoenoticia.com.br/vida/meio-ambiente/aquecimento-global-o-homem-precisa-saber-se-relacionar-com-o-fenomeno-diz-pesquisador-da-uerj/
Aquecimento global: o homem precisa saber se relacionar com o fenômeno, diz pesquisador da UERJ
O físico Antonio Carlos de Freitas, pesquisador do Laboratório de Radioecologia e Mudanças Globais da Universidade do Estado Rio de Janeiro (Laramg/UERJ), faz parte de uma equipe que acompanha as mudanças climáticas mundiais fazendo viagens com freqüência para a Antártida.
O grupo trabalha numa estação pertencente ao Brasil – denominada Estação Antártica Comandante Ferraz EACF -, mantida pelo Programa Antártico Brasileiro e que apóia várias atividades de pesquisa na Península Antártica. Os especialistas se alternam nas viagens e pesquisas de campo. No último inverno, os membros da equipe da UERJ que foram para o continente gelado tiveram uma surpresa: se depararam com uma temperatura de nada menos que 12 graus positivos.
Foto de Antonio Carlos de Freitas
A temperatura inusitada é, sem dúvida, um dos grandes sinais de que o mundo está passando por mudanças climáticas, sendo a mais importante delas o aquecimento global. Em meio a todo o alarde feito em relação a isso, no entanto, o pesquisador chama a atenção para um fato: o fenômeno é necessário para a Terra, até certo ponto. Se não fosse por ele, o planeta apresentaria uma temperatura média global 15 graus abaixo da que temos hoje. De uma certa forma, o efeito estufa e o aquecimento global servem, então, para viabilizar a vida na Terra. O que muda, destaca o físico, é a relação humana com esse processo. Ele aponta dois marcos dessa relação. O primeiro impacto causado veio com nossos ancestrais nas cavernas. Começaram a dominar o fogo e com isso geraram vários tipos de gases, provenientes das queimadas, aumentando progressivamente a concentração de dióxido de carbono na atmosfera, afirma, complementando que o segundo marco seria a Revolução Industrial, a partir da qual o homem teria passado a explorar cada vez mais os recursos naturais e também a descartar o resíduo de todo o processo industrial, indiscriminadamente, no meio ambiente. Como conseqüências disso vieram as grandes explosões demográficas, as concentrações nos grandes centros urbanos e por aí vai, analisa.
A questão do aquecimento, apesar de estar em destaque em todos os jornais e revistas ultimamente, não é, tampouco, nova. As mudanças climáticas tiveram início na formação do planeta, e a ciência acompanha essas alterações há muitos anos. No entanto, o processo de aquecimento se intensificou de 1995 para cá – dos 12 anos mais quentes registrados a partir de 1850, onze ocorreram depois de 95. Além disso, há ainda uma demora entre o tempo da descoberta científica e a sua divulgação na mídia. Falta também, segundo Freitas, uma análise mais intensa por parte dos meios de comunicação, que na opinião dele se concentram em cobrir eventos sobre o clima enquanto eles estão em andamento mas divulgam pouco as conclusões dos encontros. Ele cita o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) como exemplo disso. De qualquer forma, quanto mais os cientistas pesquisam, mais eles descobrem, e com isso naturalmente as considerações a respeito do aquecimento global têm aparecido cada vez mais na mídia.
O aquecimento global é o grande problema climático do planeta atualmente, mas não o único, já que dá origem a outras transformações no meio ambiente e no clima. Freitas – que também faz pesquisa fotográfica, registrando a biodiversidade ao fazer trabalhos de campo – aponta como conseqüências graves o desaparecimento de algumas espécies de animais, especialmente os anfíbios, que dependem tanto do ambiente aquático como do terrestre. Se estamos mudando a relação climática no mundo, esses ambientes sofrem. E, se sofrem tanto o aquático quanto o terrestre, os anfíbios sofrem duplamente, explica o pesquisador, que acrescenta ainda como outra conseqüência das alterações do clima a falta de uma sazonalidade, bem diferente de anos atrás, quando as características de cada estação eram bem marcadas.
Foto por Antonio Carlos de Freitas
As queimadas contribuem bastante para trazer problemas para o meio ambiente, à medida que eliminam um material que se mistura à atmosfera, e depois desce de uma forma sempre prejudicial à natureza. A chuva ácida e a chuva negra – fenômeno que costuma suceder explosões nucleares – são exemplos dessa devolução de dejetos através de fenômenos naturais. No entanto, esses detritos que caem em forma de chuvas podem atingir qualquer lugar, inclusive as regiões cobertas por gelo, o que representa uma ameaça significativa ao meio ambiente. Freitas já notou esse tipo de material depositado sobre o gelo, em suas viagens a trabalho. E alerta para o fato de que, como a cor branca das superfícies geladas do planeta contribui para refletir os raios solares, se um dia essas partes ficarem escuras, por estarem cobertas de poluentes, elas deixarão de ter essa importante capacidade. Ao se pensar que as queimadas podem ocorrer de forma natural e acidental, mas também costumam ser provocadas pelo homem, tem-se um bom exemplo de como pode ser a relação humana com o aquecimento global.
Irreversível, mas nem por isso motivo para descuido
Assim como afirmou o IPCC, a situação gerada pelo aquecimento global é um processo irreversível. No entanto não se pode pensar que nada deve ser feito para mantê-lo sob controle. Apesar disso, Freitas destaca que, mesmo que fossem tomadas atitudes drásticas agora, os problemas climáticos não seriam resolvidos de forma imediata. Se o mundo parasse de emitir gases poluentes hoje, a normalidade da questão só poderia ser observada daqui alguns milhares de anos, afirma.
Foto de Antonio Carlos de Freitas
Algumas idéias que já foram divulgadas na mídia como sugestões para conter o aquecimento, como a colocação de trilhões de pequenos discos espelhados para desviar uma pequena porcentagem de raios solares, ou o armazenamento de oxigênio sob o solo, são consideradas próximas à ficção científica pelo pesquisador. Não acredito em soluções tecnológicas mirabolantes, acredito mais em soluções propriamente ambientais, afirma. Ele aponta como uma boa medida – e de custo mais baixo do que provavelmente uma solução com tecnologia tão avançada exigiria – o replantio de áreas desmatadas, que resultaria em uma nova cobertura vegetal para o planeta. Isso equilibraria o dióxido de carbono na atmosfera, levaria a uma diminuição do efeito estufa e, conseqüentemente, à redução de algumas conseqüências do aquecimento global.
Outras contribuições, simples e que poderiam partir de cada indivíduo, seriam a diminuição do consumo de água e de energia no dia-a-dia – o que seria feito, por exemplo, fechando-se uma torneira ao escovar os dentes ou usando-se um ferro ligado para passar várias roupas de uma vez no lugar de apenas uma. Dessa forma, conclui o pesquisador, haveria uma reeducação da população em relação ao cuidado e à preocupação com o ambiente.
Freitas afirma que a relação custo-benefício das energias renováveis ainda não está equilibrada e precisa ser estudada, mas que o mundo deve investir nessas formas de energia, menos prejudiciais ao meio ambiente, também como forma de conter o aquecimento global.
E, para os brasileiros que por vezes se consideram livres das conseqüências trazidas pela aceleração do aquecimento do planeta, o pesquisador faz um alerta, lembrando que o mito de que o Brasil é um país abençoado que está livre dos efeitos do aquecimento global é logo refutado quando se observa fenômenos como a violenta seca que atingiu o Amazonas no ano passado, e as fortes tempestades que atingiram o Sul do país. São conseqüências dessas mudanças, e mostram que essas coisas estão acontecendo perto da gente também, diz.
Aquecimento global: o homem precisa saber se relacionar com o fenômeno, diz pesquisador da UERJ
O físico Antonio Carlos de Freitas, pesquisador do Laboratório de Radioecologia e Mudanças Globais da Universidade do Estado Rio de Janeiro (Laramg/UERJ), faz parte de uma equipe que acompanha as mudanças climáticas mundiais fazendo viagens com freqüência para a Antártida.
O grupo trabalha numa estação pertencente ao Brasil – denominada Estação Antártica Comandante Ferraz EACF -, mantida pelo Programa Antártico Brasileiro e que apóia várias atividades de pesquisa na Península Antártica. Os especialistas se alternam nas viagens e pesquisas de campo. No último inverno, os membros da equipe da UERJ que foram para o continente gelado tiveram uma surpresa: se depararam com uma temperatura de nada menos que 12 graus positivos.
Foto de Antonio Carlos de Freitas
A temperatura inusitada é, sem dúvida, um dos grandes sinais de que o mundo está passando por mudanças climáticas, sendo a mais importante delas o aquecimento global. Em meio a todo o alarde feito em relação a isso, no entanto, o pesquisador chama a atenção para um fato: o fenômeno é necessário para a Terra, até certo ponto. Se não fosse por ele, o planeta apresentaria uma temperatura média global 15 graus abaixo da que temos hoje. De uma certa forma, o efeito estufa e o aquecimento global servem, então, para viabilizar a vida na Terra. O que muda, destaca o físico, é a relação humana com esse processo. Ele aponta dois marcos dessa relação. O primeiro impacto causado veio com nossos ancestrais nas cavernas. Começaram a dominar o fogo e com isso geraram vários tipos de gases, provenientes das queimadas, aumentando progressivamente a concentração de dióxido de carbono na atmosfera, afirma, complementando que o segundo marco seria a Revolução Industrial, a partir da qual o homem teria passado a explorar cada vez mais os recursos naturais e também a descartar o resíduo de todo o processo industrial, indiscriminadamente, no meio ambiente. Como conseqüências disso vieram as grandes explosões demográficas, as concentrações nos grandes centros urbanos e por aí vai, analisa.
A questão do aquecimento, apesar de estar em destaque em todos os jornais e revistas ultimamente, não é, tampouco, nova. As mudanças climáticas tiveram início na formação do planeta, e a ciência acompanha essas alterações há muitos anos. No entanto, o processo de aquecimento se intensificou de 1995 para cá – dos 12 anos mais quentes registrados a partir de 1850, onze ocorreram depois de 95. Além disso, há ainda uma demora entre o tempo da descoberta científica e a sua divulgação na mídia. Falta também, segundo Freitas, uma análise mais intensa por parte dos meios de comunicação, que na opinião dele se concentram em cobrir eventos sobre o clima enquanto eles estão em andamento mas divulgam pouco as conclusões dos encontros. Ele cita o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) como exemplo disso. De qualquer forma, quanto mais os cientistas pesquisam, mais eles descobrem, e com isso naturalmente as considerações a respeito do aquecimento global têm aparecido cada vez mais na mídia.
O aquecimento global é o grande problema climático do planeta atualmente, mas não o único, já que dá origem a outras transformações no meio ambiente e no clima. Freitas – que também faz pesquisa fotográfica, registrando a biodiversidade ao fazer trabalhos de campo – aponta como conseqüências graves o desaparecimento de algumas espécies de animais, especialmente os anfíbios, que dependem tanto do ambiente aquático como do terrestre. Se estamos mudando a relação climática no mundo, esses ambientes sofrem. E, se sofrem tanto o aquático quanto o terrestre, os anfíbios sofrem duplamente, explica o pesquisador, que acrescenta ainda como outra conseqüência das alterações do clima a falta de uma sazonalidade, bem diferente de anos atrás, quando as características de cada estação eram bem marcadas.
Foto por Antonio Carlos de Freitas
As queimadas contribuem bastante para trazer problemas para o meio ambiente, à medida que eliminam um material que se mistura à atmosfera, e depois desce de uma forma sempre prejudicial à natureza. A chuva ácida e a chuva negra – fenômeno que costuma suceder explosões nucleares – são exemplos dessa devolução de dejetos através de fenômenos naturais. No entanto, esses detritos que caem em forma de chuvas podem atingir qualquer lugar, inclusive as regiões cobertas por gelo, o que representa uma ameaça significativa ao meio ambiente. Freitas já notou esse tipo de material depositado sobre o gelo, em suas viagens a trabalho. E alerta para o fato de que, como a cor branca das superfícies geladas do planeta contribui para refletir os raios solares, se um dia essas partes ficarem escuras, por estarem cobertas de poluentes, elas deixarão de ter essa importante capacidade. Ao se pensar que as queimadas podem ocorrer de forma natural e acidental, mas também costumam ser provocadas pelo homem, tem-se um bom exemplo de como pode ser a relação humana com o aquecimento global.
Irreversível, mas nem por isso motivo para descuido
Assim como afirmou o IPCC, a situação gerada pelo aquecimento global é um processo irreversível. No entanto não se pode pensar que nada deve ser feito para mantê-lo sob controle. Apesar disso, Freitas destaca que, mesmo que fossem tomadas atitudes drásticas agora, os problemas climáticos não seriam resolvidos de forma imediata. Se o mundo parasse de emitir gases poluentes hoje, a normalidade da questão só poderia ser observada daqui alguns milhares de anos, afirma.
Foto de Antonio Carlos de Freitas
Algumas idéias que já foram divulgadas na mídia como sugestões para conter o aquecimento, como a colocação de trilhões de pequenos discos espelhados para desviar uma pequena porcentagem de raios solares, ou o armazenamento de oxigênio sob o solo, são consideradas próximas à ficção científica pelo pesquisador. Não acredito em soluções tecnológicas mirabolantes, acredito mais em soluções propriamente ambientais, afirma. Ele aponta como uma boa medida – e de custo mais baixo do que provavelmente uma solução com tecnologia tão avançada exigiria – o replantio de áreas desmatadas, que resultaria em uma nova cobertura vegetal para o planeta. Isso equilibraria o dióxido de carbono na atmosfera, levaria a uma diminuição do efeito estufa e, conseqüentemente, à redução de algumas conseqüências do aquecimento global.
Outras contribuições, simples e que poderiam partir de cada indivíduo, seriam a diminuição do consumo de água e de energia no dia-a-dia – o que seria feito, por exemplo, fechando-se uma torneira ao escovar os dentes ou usando-se um ferro ligado para passar várias roupas de uma vez no lugar de apenas uma. Dessa forma, conclui o pesquisador, haveria uma reeducação da população em relação ao cuidado e à preocupação com o ambiente.
Freitas afirma que a relação custo-benefício das energias renováveis ainda não está equilibrada e precisa ser estudada, mas que o mundo deve investir nessas formas de energia, menos prejudiciais ao meio ambiente, também como forma de conter o aquecimento global.
E, para os brasileiros que por vezes se consideram livres das conseqüências trazidas pela aceleração do aquecimento do planeta, o pesquisador faz um alerta, lembrando que o mito de que o Brasil é um país abençoado que está livre dos efeitos do aquecimento global é logo refutado quando se observa fenômenos como a violenta seca que atingiu o Amazonas no ano passado, e as fortes tempestades que atingiram o Sul do país. São conseqüências dessas mudanças, e mostram que essas coisas estão acontecendo perto da gente também, diz.
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